Domingo, 02 de Agosto de 2026
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Tribunal de Justiça suspende abertura de novas escolas cívico-militares no RS

Medida acolheu argumentos de ação civil pública ajuizada pelo 39º Núcleo do Cpers sobre a implementação dessas instituições

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
17/11/2022 às 21h19
Tribunal de Justiça suspende abertura de novas escolas cívico-militares no RS
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) acolheu argumentos de uma ação civil pública, ajuizada em maio pelo 39º Núcleo do Cpers/Sindicato (Porto Alegre-Sul), e suspendeu a implementação de novas escolas cívico-militares em cidades gaúchas.

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Conforme decisão do desembargador Ricardo Pippi Schmidt, o decreto presidencial que cria o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), de setembro de 2019, fere o princípio da gestão democrática do ensino – garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e pela Lei Estadual 10.576/95 –, que preveem a autonomia na gestão administrativa escolar.

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O texto legal prevê que o exercício da administração do estabelecimento de ensino cabe à equipe diretiva, integrada pelo diretor, vice e coordenador pedagógico, em acordo com o Conselho Escolar.

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A diretora do Cpers Neiva Lazzarotto alega que “a militarização, nos moldes propostos pelo Pecim, afronta o direito de acesso à educação pública, gratuita, igualitária, crítica e de qualidade”, já que “torna impraticável a democracia no âmbito escolar, ao reproduzir táticas autoritárias de ensino e controle”.

O Cpers e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) demonstraram contrariedade ao programa, principalmente em razão da questão pedagógica.

Na decisão, o magistrado explica que “no ‘modelo’ vigente nos colégios militares, embora a gestão pedagógica esteja afeta a pedagogos e profissionais da educação, a gestão administrativa e de conduta fica a cargo dos militares ou profissionais de segurança pública indicados por outros órgãos”.

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