
O terceiro réu acusado pelo assassinato do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, morto a tiros em 2010, Robinson Teixeira dos Santos, foi condenado a 33 anos, cinco meses e 15 dias de prisão, pelos crimes de homicídio qualificado, bando armado (associação criminosa), fraude processual, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Apenas para o crime de fraude processual foi determinado regime semiaberto, sendo que todos os outros deverão ser respondidos em regime fechado. O juiz Thomas Vinícius Schons, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, leu a sentença pouco antes da uma hora da madrugada desta sexta-feira (23).
De acordo com o Ministério Público Estadual, Robinson, que tem 35 anos, era motorista do veículo que levou os atiradores até o local do crime e esperou para fugirem. O Vectra usado tinha placas clonadas e havia sido furtado. Após o crime, o carro foi incendiado. Para a acusação, Eliseu Santos teve a morte encomendada porque descobriu um esquema de corrupção dentro da Secretaria da Saúde, envolvendo a empresa Reação. Na época, a empresa, que não existe mais, prestava serviço de segurança nos postos de saúde da Capital.
O assassinato ocorreu em 26 de fevereiro de 2010, na Rua Hoffmann, no bairro Floresta, na Capital, quando Eliseu Santos, então secretário de Saúde, foi baleado em via pública por dois disparos de arma de fogo. Ele estava acompanhado da mulher e da filha na saída de um culto religioso.
O júri iniciou na manhã dessa quinta-feira, no segundo andar do Foro Central de Porto Alegre. Pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP) atuaram os promotores de Justiça Lúcia Helena Callegari e Eugênio Paes Amorim. Na defesa do réu estavam os advogados Cássia Juliana Vargas Dornelles, Diorge Diander da Cunha Rocha e Pâmela Donida Farias.
Ao todo foram ouvidas quatro testemunhas. A segunda a prestar depoimento foi a viúva de Eliseu, Denise Goulart da Silva. Ela recordou que a filha sempre relata que escutou a sequência de tiros. O último a ser ouvido foi o réu. Robinson afirmou que era investigado por roubo de carros na época do crime. “Me colocaram nesse processo de homicídio. eu estava em Tramandaí e fiquei sabendo do crime pela TV,” afirmou.
Os outros seis réus serão julgados nos próximos meses. Jorge Renato Hordoff de Mello, será julgado em 19 de outubro, Jonatas Pompeu Gomes e Marcelo Machado Pio, em 23 de novembro, e Cássio Medeiros de Abreu, Marco Antonio de Souza Bernardes e José Carlos Elmer Brack, em 12 de dezembro. Em outro processo sobre o mesmo caso, foram julgados e condenados, em maio de 2016, Eliseu Pompeo Gomes e Fernando Junior Treib Krol. Eles receberam sentença pelos mesmos crimes de Robinson, de 27 anos e 10 meses de prisão em regime fechado.
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