
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e tornou réus os policiais civis Fernando de Brito Meister, Mauro José Gonçalves e Maxwell Gomes Pereira por homicídio duplamente qualificado do adolescente João Pedro. O jovem morreu baleado durante uma operação no Complexo do Salgueiro em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.
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Os policiais também foram denunciados por fraude processual. Segundo o Ministério Público, eles alteraram e fraudaram a cena do crime, com a intenção de criar vestígios de um suposto confronto com um grupo criminoso.
A Justiça determinou ainda que os réus sejam suspensos da função pública e proibiu que eles acessem qualquer unidade da Polícia Civil. Os agentes também foram impedidos de manter contato direto ou por outra pessoa com as testemunhas do processo.
Em caso de descumprimento das medidas cautelares, os policiais terão prisão preventiva decretada.
O R7 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda a resposta da corporação.
Denúncia do MP-RJ
A operação policial, em conjunto com a Polícia Federal, ocorria no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa.
A denúncia do MP-RJ cita que os policiais, “em total menoscabo pelas vidas dos moradores inocentes da localidade de Itaoca, adentraram no terreno e alvejaram, sem nenhum motivo justificador, a residência em cujo interior se encontravam seis jovens desarmados, vindo a atingir e matar a vítima”.
Ainda de acordo com o MP, os policiais civis plantaram no local diversos artefatos explosivos e uma pistola, posicionaram uma escada junto ao muro dos fundos do imóvel e produziram marcas de disparos no portão da garagem.
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