
O procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, foi homenageado nesta quarta-feira, 25, com a entrega da Medalha do Mérito Acadêmico Gonçalves Dias, no auditório da SVT Faculdade, em São Luís. A honraria é concedida a personalidades que se destacaram por sua responsabilidade e contribuição social.
A cerimônia fez alusão aos cinco de fundação da Academia Maranhense de Cultura Jurídica, Social e Política, instituição que outorgou a condecoração ao chefe do Ministério Público do Maranhão.
A saudação foi feita pela promotora de justiça Cristiane Maia Lago, que é integrante da Academia. Ela destacou o conhecimento jurídico do homenageado e o esforço institucional do MPMA, na gestão dele, para promover ações visando uma sociedade mais justa e igualitária.
Ao agradecer a homenagem, Danilo de Castro ressaltou o trabalho de difusão do conhecimento jurídico, da pesquisa científica e da cultura promovido pela Academia. “Agradeço a lembrança e a honraria concedida à minha pessoa. Momentos como esse, de confraternização e estudo, engrandecem a sociedade maranhense”, concluiu.

Do MPMA, também participaram da cerimônia os promotores de justiça Gladston Fernandes de Araújo e Paulo Roberto Barbosa Ramos. A solenidade contou com a presença de autoridades acadêmicas, advogados, membros do Poder Judiciário e estudantes.
LANÇAMENTO DE PUBLICAÇÃO
Titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Mulher, Gladston Fernandes de Araújo, é um dos autores do livro “Dimensões do Direito Humano à Segurança”, publicado em parceria com Nelson Moraes Rêgo e Sérgio Victor Tamer. O lançamento foi realizado na mesma solenidade de aniversário da Academia e outorga da medalha.
Resultado do curso de pós-doutorado em Políticas Públicas e Segurança, na Universidade Portucalense, em Portugal, a pesquisa “Saúde mental do agente estadual de execução penal: uma revisão bibliográfica e estudo de caso” concluiu que a maioria dos agentes penitenciários, no Brasil, sofre de algum tipo de transtorno mental em decorrência do trabalho.
No Maranhão, a realidade é semelhante. O estado tem 12.541 presos e 3.486 policiais penais. Dentre os pontos de tensão detectados na pesquisa estão a superlotação das unidades, deslocamento do servidor de casa para o trabalho e do trabalho para casa, entrada nos pavilhões, deslocamento dos internos para acompanhamento médico. “Quais problemas mentais nós constatamos nos agentes? Muito estresse, ansiedade e depressão”, concluiu.

Redação e fotos:CCOM-MPMA