
Ao menos nove pessoas foram presas, nesta quarta-feira, durante operação que investiga uma organização criminosa responsável por esquema milionário de descaminho de vinhos de origem argentina. Na ação, mais de cem policiais federais executaram oito mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia. Também foram executadas ordens judiciais para o bloqueio de veículos, bens imóveis e contas bancárias. A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Polícia Militar do estado da Bahia.
Duas prisões, em flagrante, por posse de arma de fogo ocorreram em Doutor Maurício, em solo gaúcho. As demais prisões aconteceram em Feira de Santana/BA (2), Santo Antônio de Jesus/BA (2), Camaçari/BA (1), Piracicaba/SP (1) e São Paulo/SP (1).
A investigação teve início neste ano, a partir da apreensão de uma carga de vinhos oriundos da Argentina, no município gaúcho de Horizontina, internalizados no Brasil sem a devida documentação legal. Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Federal mapeou os principais integrantes da organização criminosa e identificou que, de dezembro de 2020 a abril de 2022, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões.
Como funcionava o esquema
A carga ilegal ingressava no Brasil pela fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul, em embarcações que utilizavam portos clandestinos na margem brasileira do Rio Uruguai para descarregar a mercadoria. Posteriormente, o vinho era transportado para os estados de São Paulo e Bahia para ser comercializado. Durante as investigações, foram realizadas oito apreensões vinculadas à organização criminosa, que totalizaram mais de 17 mil garrafas de vinho.
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