Quarta, 29 de Julho de 2026
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Mulheres que venceram o câncer de mama adotam a prática de canoagem como aliada em sua reabilitação

Criada em Fortaleza em 2020 por três amigas que se conheceram em um grupo de apoio para mulheres diagnosticadas com câncer de mama, a Associação Lua Rosa visa amparar e auxiliar mulheres durante e após o tratamento da doença.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Assessoria de Imprensa Lua Rosa
07/10/2022 às 13h33
Mulheres que venceram o câncer de mama adotam a prática de canoagem como aliada em sua reabilitação

A prática de canoagem passou a fazer parte da rotina de várias mulheres em fase de recuperação do câncer de mama. A partir de um estudo realizado na década de 1990, pelo médico Don McKenzie, o impacto positivo das remadas foi comprovado em mulheres sobreviventes de câncer de mama, promovendo resultados como a prevenção e o controle de inchaços causados por obstruções no sistema linfático, conhecidos como linfodemas. 

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A canoagem também se mostrou eficiente na manutenção do peso corporal, no fortalecimento e aumento da elasticidade dos músculos do corpo e na melhora da resistência física e da autoestima dessas mulheres. O estudo contribuiu para o surgimento de diversas equipes de remadoras ao redor do mundo. No Brasil, o movimento foi trazido por Cleusa Alonso, que, na época, estava em fase de recuperação de um câncer de mama e residia em Buenos Aires, onde conheceu a iniciativa e passou a fazer parte de uma equipe de canoagem. 

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Com o movimento ganhando força em nosso país, a Associação Lua Rosa, a convite de Cleusa, passou a integrar o grupo de Remadoras Rosa do Brasil. A atividade faz parte do ‘Eixo Movimenta Lua’ da associação cearense, que estimula as voluntárias a terem uma vida saudável e uma rotina de exercícios. Os benefícios da prática são avaliados pelas 50 participantes do projeto cearense, que destacam melhorias notáveis na saúde física e mental. 

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“Começar a remar foi um divisor de águas na minha vida. Estar lá é algo muito além da prática física. A energia contagiante das mulheres, a disciplina, o mergulho no mar, tudo isso nos motiva e nos faz enxergar todo o nosso potencial”, ressalta Aline Vasconcellos, que se recupera de um câncer de mama. 

Além de viver a prática como hobby e aliada à saúde, muitas dessas mulheres tomam gosto pelo esporte e passam a participar de competições na categoria. Uma equipe de 14 remadoras vai representar o estado do Ceará no I Festival Internacional de Dragon Boats de Mulheres Sobreviventes do Câncer de Mama, entre os dias 26 e 29 de outubro, no Lago Paranoá, em Brasília.

Sobre a Lua Rosa

Criada em Fortaleza em 2020 por três amigas que se conheceram em um grupo de apoio para mulheres diagnosticadas com câncer de mama, a Associação Lua Rosa visa amparar e auxiliar mulheres durante e após o tratamento da doença. A associação imprime um olhar mais atento ao momento posterior ao tratamento, engajando mulheres em atividades que as ajudem na reestruturação social, emocional e financeira.