Terça, 04 de Agosto de 2026
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Polícia Civil cumpre 122 ordens judiciais contra grupo suspeito de aplicar Golpe dos Nudes

Esquema, investigado há um ano, é coordenado por criminosos que já estão presos

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
06/10/2022 às 09h27 Atualizada em 06/10/2022 às 09h30
Polícia Civil cumpre 122 ordens judiciais contra grupo suspeito de aplicar Golpe dos Nudes
Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (6), a terceira fase da Operação XCON contra uma quadrilha especializada no Golpe dos Nudes. O grupo, que é investigado há um ano, é coordenado por sete criminosos que já estão presos e movimentou pelo menos R$ 2,5 milhões. As vítimas eram do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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Ao todo, 122 ordens judiciais foram cumpridas – sendo 39 de prisão, 44 de busca e apreensão e 39 de bloqueio financeiro. Até às 8h, 24 pessoas haviam sido presas – todas apontadas como “laranjas”, que operacionalizam o golpe nas ruas a mando dos apenados. Há a suspeita de que o grupo tenha relação com uma facção do Vale dos Sinos.

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As investigações começaram após a denúncia de uma vítima catarinense, que pagou R$ 8 mil aos suspeitos. Desde então, outras pessoas lesadas pelo esquema, em várias partes do território gaúcho, já foram identificadas. Ao menos 400 contas bancárias são usadas para receber o dinheiro obtido por meio do crime.

A terceira fase da Operação XCON percorreu as ruas de Porto Alegre, Campo Bom, Canoas, Eldorado do Sul, Estância Velha, Esteio, Lajeado, Lindolfo Collor, Montenegro, Novo Hamburgo, Passo Fundo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Xangri-lá. As primeiras fases, deflagradas em fevereiro de 2022 e setembro de 2021, prenderam 54 suspeitos.

Como funciona o “Golpe dos Nudes”

O Golpe dos Nudes começa com a criação de perfis falsos nas redes sociais, que usam fotos de moças jovens e atraentes. Estas contas são usadas para contatar homens nas redes sociais, no intuito de convencer as vítimas a enviarem fotos íntimas. Depois, começa a fase da extorsão – a partir de outros perfis, que se passam por familiares.

Eles alegam que as jovens em questão – que não existem – são menores de idade. Em alguns casos, os criminosos também se passam por policiais para dar legitimidade à ação. Normalmente o esquema se desenrola integralmente na Internet – mas, no caso da investigação que deu origem à operação XCON, os suspeitos também agem pessoalmente.

Na maioria das vezes, após o recebimento dos primeiros valores, os golpistas continuam exigindo dinheiro com o pretexto de submeter a suposta adolescente a tratamento psicológico. Em outros casos, os criminosos dizem que vão matar os familiares da vítima para conseguir mais depósitos.

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