
Um vídeo antigo que mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) no que parece ser um templo maçônico, com os símbolos da Maçonaria, viralizou nas redes sociais. Nesta manhã, o termo "maçonaria" era o mais comentado no Twitter.
Não é possível confirmar a data das imagens, mas Bolsonaro se refere a si próprio como deputado e diz que não estava "candidato a nada", indicando que a gravação foi anterior a 2018, quando ele era deputado federal.
O vídeo passou a ser disseminado com o objetivo de atingir o público evangélico que apoia a reeleição do presidente, num embate em que a religião ganhou força durante a campanha eleitoral. Apoiadores de Bolsonaro se manifestaram decepcionados no Twitter.
A maçonaria contraria a fé católica. Em um documento de 1983, o Vaticano diz que os princípios da maçonaria sempre foram "considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja".
"Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão", diz o documento, que foi aprovado pelo Papa João Paulo 2°. O católico que participasse dessas sociedades poderia ser punido até com a excomunhão.
O UOL entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.
Críticas de apoiadores de Bolsonaro no Twitter
O vídeo gerou críticas entre usuários do Twitter, que colocaram "maçonaria", "muito grave" e "Bolsonaro satanista" entre os termos mais comentados da rede social nesta manhã.
Estou me sentindo traída. Defendi BOLSONARO do indefensável. Estive sempre ao lado do PRESIDENTE. E agora descubro laços dele com a maçonaria. Lamentável. Infelizmente, votarei no nove dedos neste segundo turno. pic.twitter.com/j79HITcEth
— Viviane Loiseau 🇧🇷 (@VivianeLoiseau) October 4, 2022