Sábado, 01 de Agosto de 2026
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MDB oficializa candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS

Em convenção realizada neste sábado, partido também chancelou o nome de Germano Rigotto para concorrer a uma das vagas ao Senado.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
01/08/2026 às 18h05
MDB oficializa candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
MDB oficializa candidatura de Gabriel Souza Foto : Rodrigo Ziebel / Divulgação / CP

O MDB gaúcho chancelou, na tarde deste sábado, 1º, a candidatura do atual vice-governador, Gabriel Souza, ao governo do Estado. Em convenção partidária realizada no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, a sigla oficializou ainda a candidatura de Germano Rigotto ao Senado, com José Paulo Cairoli e Antônio Hohlfeldt, respectivamente, na primeira e segunda suplências, as nominatas para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, e a coligação com o PSD, o Agir e a federação Solidariedade/PRD.

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Último a discursar no ato político de três horas de duração que sucedeu a convenção, Gabriel fez uma fala também longa, de 35 minutos, no decorrer do qual se emocionou diversas vezes ao relembrar sua origem e trajetória política. Ele tem 42 anos e é filiado ao MDB desde os 15. A manifestação foi marcada ainda por críticas aos dois principais adversários na corrida, sem, contudo, eles terem sido nominados. À Juliana Brizola, do PDT, Gabriel se referiu como uma candidatura com “sabor PT”. Para o deputado Luciano Zucco, do PL, com quem trava uma espécie de disputa dentro da disputa pelo Piratini, o emedebista voltou a usar o adjetivo “esponja seca.”

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O agora candidato reforçou também a estratégia já em curso, de se apresentar como o mais preparado, assinalou o papel desempenhado pelo MDB em diferentes momentos da história do RS e do Brasil, e minimizou a precisão final das pesquisas eleitorais realizadas nesta etapa da corrida eleitoral.

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Não foi apenas no discurso de Gabriel que ficou clara a estratégia de relembrar à militância a importância do MDB na história política, e de tentar evitar que sondagens eleitorais desanimem correligionários ou acabem influenciando o eleitorado. Em uma contenda na qual aparece com a candidatura ao governo na terceira posição em diferentes levantamentos, o MDB organizou a convenção e o ato da coligação para assinalar sua relevância como partido político.

Um dos destaques do evento foi justamente a quantidade no palco de lideranças que estiveram ou estão à frente do Executivo: os ex-governadores emedebistas Pedro Simon, José Ivo Sartori e o próprio Rigotto. Ranolfo Vieira Júnior (PSD). O atual governador, Eduardo Leite (PSD). E o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), que participou apenas do início do ato.

Os discursos todos foram no sentido de enaltecer a importância do partido e repisar a avaliação sobre que os índices obtidos pelos que pleiteiam o governo, nesta fase, passariam longe do que podem mostrar as urnas em outubro. Para tanto, repetiram, como já vêm fazendo na pré-campanha, os números que Rigotto, Sartori e o próprio Leite, na primeira eleição ao Piratini, ostentavam entre o final de julho e o início de agosto dos anos em que concorreram.

A tática é baseada em sondagens quantitativas e qualitativas. Que levaram os estrategistas políticos de Gabriel a consolidarem o entendimento de que é preciso aumentar a associação entre o vice e lideranças conhecidas do MDB, além do próprio Leite. Estes articuladores repetem que a competição, para Gabriel, é “de primeiro turno”. A expressão sintetiza a convicção de que, se conseguir chegar ao segundo turno, a candidatura tem chances concretas de vitória, mas com a ressalva de que, hoje, passar de uma etapa para outra é justamente o maior desafio.