
Seguindo a série de entrevistas feitas pelo programa ‘Agora’ da Rádio Guaíba com os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (15) o convidado foi o candidato à reeleição, Eduardo Leite (PSDB). O ex-governador falou sobre seu tempo de governo, motivo para a disputar novamente o cargo, finanças públicas, medidas tomadas na pandemia e privatização da Corsan.
Antes e durante o seu governo, o candidato sempre se mostrou contrário à política de reeleição e foi indagado sobre a decisão de estar na disputa. Leite deixou claro que deseja continuar o que iniciou no seu governo, que é a administração das finanças públicas. “Voltei atrás na minha decisão, para que o Rio Grande do Sul não volte atrás”, resumiu, se referindo a possíveis retrocessos em novos governos, principalmente referente às finanças do Estado. Segundo ele, os seus adversários, tanto de direita como de esquerda, têm colocado esse planejamento em risco.
Sobre as medidas tomadas na área das finanças públicas, o candidato foi indagado sobre o encaminhamento de um projeto de 30% de ICMS, no final de 2020, visando a compra de vacinas, que à época ainda não estavam disponíveis. Ele explicou que, naquele momento, era o que precisava ser feito, pois ainda não estava claro como essas compras seriam feitas. Assim, decidiu se adiantar, visando poupar vidas perdidas.
Ainda sobre as finanças públicas, o candidato detalhou o impacto dos impostos, por meio das alíquotas de ICMS, que são várias. No caso dos impostos em relação aos combustíveis, que passaram por redução por meio de lei federal, ele destacou que os 30% (valores anteriores) estavam equiparados com a grande maioria dos estados brasileiros. “Falamos na campanha que faríamos a prorrogação por dois anos e depois reorganizaríamos”, afirmou, em relação às contas públicas. Porém, pontuou que o planejamento foi impactado pela pandemia. E enfatizou: “Falar sobre impostos é sempre algo pouco confortável, todo mundo quer investimentos e educação, mas todos querem pagar o menos possível por isso.”
Criticado sobre algumas das medidas tomadas durante a pandemia, o ex-governador disse que não se arrepende Ressaltou que tomou as decisões baseadas em pesquisas científicas que deixavam claro a necessidade de isolamento para conter o avanço do vírus, e na medida do possível, buscou manter a saúde das pessoas.
A privatização da Corsan foi outro tema em destaque. Leite na campanha em 2018 disse que não privatizaria a companhia de saneamento. Mas deu início ao processo de venda da empresa no seu governo. O candidato deixou claro que há necessidade em função da demanda vinda do marco regulatório do saneamento, que estabeleceu a necessidade de se universalizar coleta e tratamento de esgotos até 2033. De acordo com ele, houve um avanço nos últimos anos, o que quase dobrou a coleta e o tratamento de esgoto, porém, ainda não é o suficiente. “Os investimentos estão acontecendo e estão na ordem de 400 milhões, para que se chegue até 2033 com a condição de fazer a universalização, precisa triplicar esse investimento, e a Corsan não consegue acessar financiamentos”, enfatizou. Assim, disse que a alternativa é a privatização.
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