
Buscando alinhar a união entre os partidos, arranhada pela disputa a vice na chapa, uma reunião na sede do PSDB ocorreu no fim da tarde desta terça-feira. Em pauta, o desejo tanto do MDB quanto do União Brasil de indicar o nome que vai disputar ao lado de Eduardo Leite o pleito de outubro. O encontro terminou sem uma definição, mas com aparente otimismo. Além do próprio Leite, o presidente estadual do UB, Luiz Carlos Busato, e Gabriel Souza, que teve oficialmente o nome aprovado a vice, pelo MDB, participaram do encontro. Além deles, uma “tropa de choque” tucana, formada pelo governador Ranolfo Vieira Júnior, pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e pelo líder do governo na Assembleia, deputado Mateus Wesp.
“Tivemos recentemente a decisão dos partidos por esse apoio. Estamos falando de dois partidos grandes. Naturalmente isso é um ‘bom problema’ a ser administrado”, disse Leite, após a reunião. O ex-governador e atual candidato ao Piratini afirmou ter conversado com o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, sobre o tema.
Busato chamou a questão de “pequeno problema”, mas colocou a definição a cargo da executiva nacional da legenda. O presidente estadual vai a São Paulo, nesta quarta-feira, para levar os termos tratados para a executiva do partido e também a Soraya Thronicke, senadora indicada com pré-candidata a presidência da República após a desistência de Bivar, que decidiu concorrer a deputado federal. Um dos termos do União é que ela tenha palanque no RS, caso tenha o nome aprovado na convenção do partido. Embora a chapa apoie Simone Tebet (MDB), isso não deve ser um problema, visto que Leite já havia garantido palanque também a Bivar.
Com o surgimento de dissidências internas durante o fim de semana, o União voltou a ser “cortejado” por outras legendas no Rio Grande do Sul. Busato confirma ter sido procurado pelas candidaturas de Luis Carlos Heinze (PP) e Vieira da Cunha (PDT).
Após a convenção que, de forma apertada, optou pelo ingresso do MDB na chapa de Leite com a indicação do vice, o deputado estadual Gabriel Souza teve o nome aprovado por unanimidade pela pela executiva estadual em reunião extraordinária realizada nessa segunda-feira. Gabriel acredita que a decisão só ocorreu pelo entendimento da união do centro democrático no RS.
“Não podemos permitir retrocessos a tudo que construímos ao longo de oito anos no Estado. Estou aqui respeitando o gesto do deputado Busato, que está buscando exatamente construir isso. Nossa disposição é estar juntos, mas temos que respeitar os fluxos do União Brasil, que é um partido fundamental para nossa aliança”, destacou, lembrando que a sigla teve o papel importante nas construções do governo na Assembleia e no executivo, onde teve protagonismo no secretariado.
Leite sintetizou o encontro, mostrando confiança na aliança, mas entendendo como naturais as conversas até a conclusão do prazo legal. “Ato que define é o que pede o registro das candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Até lá, são conversas políticas legítimas para construir essa composição”, afirmou. O prazo para as convenções vai até sexta, mas o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral pode ser feito até 15 de outubro.
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