Terça, 04 de Agosto de 2026
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"Discutir Petrobras é estar parado no século 20", diz Eduardo Leite

Ex-governador participou da Brazil Conference, evento de sabatinas e palestras

Por: Redação Acontece no RS Fonte: R7
11/04/2022 às 08h09
Leite renunciou ao governo do RS para se manter apto a concorrer ao Planalto | Foto: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini / Divulgação CP

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite disse, neste domingo, que o debate sobre a política de preços da Petrobras deveria ser substituído pelo debate sobre as energias renováveis no Brasil, que podem trazer mais oportunidades ao País. 

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Leite perdeu as prévias do PSDB para disputar a Presidência pelo partido. Mas a sua renúncia ao governo do RS a seis meses da eleição ainda o deixa apto a ser candidato ao Planalto em 2022. Assim como outros presidenciáveis, Leite participou da  Brazil Conference, evento de sabatinas e palestras realizado por estudantes brasileiros de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. 

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"Acho lamentável estarmos discutindo o petróleo no século 21. Precisamos discutir a energia renovável, que o Brasil pode e deve surfar na onda da nova economia que é onde temos oportunidade de desenvolvimento. Não é o petroléo e nem a Petrobras, mas energia limpa que vai ser demandada e podemos ser destinatários de investimentos de grande volume. Ficar discutindo Petrobras como se fosse o futuro é parar no século 20".

O ex-governador defendeu a privatização da Petrobras e disse não discordar de aportes feitos pelo poder público em caso de situações expecionais, como a que ocorre hoje em função da Guerra da Rússia na Ucrânia. 

"Mas, claro, temos uma transição energética sendo feita e pode-se até discutir mecanimos para conter a alta de preços, mas eu concordo que isso não é objetivo da companhia. Acho que a Petrobras precisa ser conduziada a processo de privatização, bem feito. E o poder público, que acaba sendo mal operador direto, deve ser regulador e fiscalizador, não se ausentar totalmente e pode até participar com política públicas que possam significar um aporte excepcional, mas não através da companhia ter política de subsídio, o que signfica no final das contas prejuízo à população".

Eduardo Leite participou do painel "Instigando o Poder Econômico do Brasileiro", ao lado de Laura Carvalho, professora de Economia na Universidade de São Paulo e Eduardo Loyo, sócio do BTG Pactual.

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