
Na tarde desta segunda-feira (28) um bebê foi encontrado coberto de fezes junto a uma "patente", em uma das aldeias da Terra Indígena do Guarita, no Rio Grande do Sul.
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O profissional que resgatou a criança relatou que, em meio ao trabalho, foi chamado por uma indígena dizendo que "tinha uma criança recém-nascida que estava enterrada". Junto com uma colega de serviço, foi verificar e presenciou que no local indicado havia várias pessoas.
Enquanto acompanhava relatos do que teria acontecido, repentinamente ouviu um choro de bebê.
"Eu peguei aquela latrina arranquei as madeiras, entrei naquela coisa de cabeça, puxei a criança, e ela começou a chorar. Foi uma emoção fora de série", descreve.
O servidor, detalha que "aquele serzinho" estava coberto de "fezes, vermes e terra".
Ele acredita que "foi a ação de Deus" que milagrosamente permitiu que a recém-nascida sobrevivesse. Em seguida o bebê foi conduzido ao Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela.
A mãe, identificada posteriormente, também foi levada para atendimento na casa de saúde. A mulher e a criança permanecem internadas, segundo a direção do hospital.
O profissional de saúde informou que o fato foi registrado na Delegacia de Polícia e que a Promotoria Pública de Tenente Portela, já estaria atuando no caso.
"É possível que a mãe possa ter tido um transtorno psiquiátrico, conhecido também como psicose puerperal", revela.
O personagem deste acontecimento, que prefere não se colocar na condição de herói, credita aos "desígnios de Deus" o que vivenciou nesta tarde.
À noite, ele teve notícias de que o bebê, uma menina, "graças a Deus, está bem".
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