
Lideranças do MDB gaúcho que defendem que a escolha do pré-candidato do partido ao governo do Estado seja feita por um colégio mais amplo que o do diretório, e que internamente se opõem à indicação do deputado estadual Gabriel Souza, deram início a um movimento, nesta segunda-feira. O objetivo é reverter a decisão da executiva partidária que, na última sexta, em votação, estabeleceu que cabe ao diretório decidir o nome no próximo domingo, dia 27.
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Um almoço na casa do empresário e 2º tesoureiro na executiva estadual, Luis Roberto Ponte, teve no cardápio a discussão dessa estratégia. Entre os participantes, o deputado federal Alceu Moreira, que disputa a indicação com Gabriel Souza, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, o deputado federal Osmar Terra, o estadual Tiago Simon, o vereador Idenir Cecchim, o secretário de Planejamento municipal, Cezar Schirmer, o ex-governador Germano Rigotto e os ex-prefeitos José Fogaça, de Porto Alegre, e Marco Alba, de Gravataí.
No encontro, os emedebistas formataram o esqueleto de uma moção a ser encaminhada para a executiva estadual, solicitando o reexame da decisão de sexta e o pedido para que, em vez de decidir pelo diretório, o partido marque uma pré-convenção para o início do mês de abril e escolha o nome. O grupo se reúne novamente nesta terça-feira, e vai investir no peso da representatividade dos signatários do documento, fazendo diferentes referências ao estatuto do partido.
Ainda antes do almoço, Schirmer, que vem sendo apontado pelo grupo de oposição a Gabriel como uma alternativa de terceiro nome dentro do partido, se manifestou, dando o tom da estratégia que se consolidou mais tarde. “O diretório não tem essa competência, de escolher pré-candidato. É totalmente ilegítimo isso. A atribuição é da convenção. O MDB existe há mais de 60 anos. Nunca, em nenhum momento da história do MDB, foi o diretório que escolheu. Que se faça uma convenção, uma pré-convenção ou uma prévia. Porque, da forma que está, não importa quem ganha. É ilegítimo”, avaliou.
Já o departamento jurídico do MDB estadual informou que a definição de pré-candidatos ao governo já aconteceu de diferentes formas, e sempre em eventos anteriores à convenção. “Naturalmente”, quando a maioria de uma liderança é tão ampla que o nome recebe uma espécie de aclamação, como ocorreu na tentativa de reeleição de José Ivo Sartori, em 2018; por prévia, como quando Sartori disputou a primeira indicação, em 2014, com Paulo Ziulkoski, ou por escolha do diretório, como quando Germano Rigotto concorreu.
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