
O governador Eduardo Leite (PSDB), que negocia saída para o PSD a fim de concorrer à presidência da República, vai bater o martelo quanto ao futuro político na próxima semana. Durante a reunião-almoço “Tá na Mesa”, promovida pela Federasul nesta quarta-feira, o político negou que esteja fazendo um “leilão” com as duas legendas.
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Além disso, o governador reiterou que não vê viabilidade nas candidaturas que já se colocaram como oposição às de Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT). “Eu quero ajudar a construir uma candidatura que fale de futuro. Que ganhe por ser um caminho melhor, não porque os outros são piores. Ainda não vejo esse candidato”, ressaltou.
O prazo para a mudança é curto. Isso porque o primeiro dia de abril é a data limite para que Leite renuncie ao cargo no Executivo gaúcho e ingresse na nova sigla. O encontro com os empresários ocorreu apenas um dia depois da viagem do tucano a Brasília, onde se reuniu com líderes do atual partido.
Para Leite, o período pós-pandêmico e a guerra em andamento no leste europeu vão impor dificuldades a qualquer pessoa que assuma o Palácio do Planalto. “A agenda econômica que virá pela frente será importante. O governo atual não consegue dar respostas, e uma volta ao passado também não. Eu penso no futuro”, garantiu.
No fim do ano passado, Leite perdeu a disputa interna do PSDB para o governador de São Paulo, João Doria. Mesmo assim, ele descarta a possibilidade de disputar a reeleição ao Palácio Piratini.
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