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"Foi surpresa, mas vejo como uma medida ponderada", diz presidente da Amesne sobre suspensão de cogestão para municípios

José Carlos Breda admite aumento de casos e internações na Serra e afirma que não é momento de encontrar culpados.

01/12/2020 09h41
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Pioneiro - Grupo RBS
Foto: Divulgação / Amesne
Foto: Divulgação / Amesne

O governo do estado não apenas manteve a classificação de bandeira vermelha para a região da Macroserra de Caxias do Sul, como retirou a possibilidade de que as prefeituras fizessem protocolos próprios ao proibir o modelo de cogestão. Sobre a medida, o presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) afirmou à rádio Gaúcha Serra na manhã desta terça-feira (1) que solicita aos prefeitos mais ações de conscientização à população. José Carlos Breda entende que muitos setores relaxaram com as medidas de segurança, mas considera que estima melhora nos casos a partir de 15 de dezembro. Quanto à decisão do governo Eduardo Leite anunciada na segunda-feira (30), Breda afirmou:

— Foi surpresa, mas vejo como uma medida ponderada porque o estado como um todo está passando um momento difícil e todos precisam unir forças — disse.

Conforme o presidente da Amesne, houve piora no cenário de casos e internações nos últimos meses. 

— São várias questões. A eleição, não tem como negar isso. Tem um certo relaxamento da população como um todo, pensaram que não seria mais um problema (o coronavírus). Até setores como supermercados podem ter contribuído. Já vi alguns que não tem mais controle. Por isso houve a proliferação e, como consequência, maior número de internações — disse.

Questionado sobre as administrações municipais e o próprio governo do estado não ter marcado mais presença quanto a orientações de prevenção, Breda entende que o momento não é para encontrar culpados.

— Todos nós somos responsáveis e agora não tem como atribuir culpa a A, B ou C. Também existe o fator de estarmos chegando ao final dos mandatos municipais. A troca de gestões, secretários de saúde às vezes buscando outras ocupações, isso é sério e pode também ter contribuído  — diz.

Questionado sobre os próprios políticos terem protagonizado aglomerações, Breda respondeu:

— Os políticos são acusados de dar mal exemplo, nós defendemos que não houvesse realização de eleição agora. Então fomos acusados de queremos legislar em causa própria. Quem acreditou que não teria movimento foi o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), TSE (Tribunal Superior Eleitoral), está aí o resultado! Esses não são questionados — 

Conforme Breda, com campanhas de prevenção ao contágio, é possível que os casos e internações reduzam a partir da semana que se inicia no dia 14. 

— A expectativa é de que, se continuarmos a fazer o monitoramento, tenhamos uma redução significativa chegando a ocupação de leitos em 73%, 74% não na próxima semana, mas na seguinte — afirma.

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