Terça, 04 de Agosto de 2026
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Onze ministros deixarão o governo em 31 de março, adianta Bolsonaro

Mudanças vão ocorrer em razão da eleição

Por: Fonte: Rádio Guaíba
03/02/2022 às 18h58 Atualizada em 03/02/2022 às 19h22
Onze ministros deixarão o governo em 31 de março, adianta Bolsonaro
Foto: Alan Santos / Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, que 11 atuais ministros de Estado disputarão as eleições de outubro, e que dia 31 de março vai ser o “grande dia, um pacotão.” “Nós temos previstos, no momento, 11 ministros que vão disputar eleição. Obviamente que vamos ter ministérios-tampão”, afirmou Bolsonaro.

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Questionado se algum político de Rondônia pode assumir uma pasta, o presidente informou ter “profundo apreço” pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), que ganhou visibilidade com a CPI da Covid.

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“A gente pode conversar, mas não está nada definido. Até para evitar ciumeira. Dia 31 de março, o grande dia, é um pacotão: 11 saem e 11 entram. Da minha parte, vocês [jornalistas] só vão saber via Diário Oficial da União”, complementou.

O chefe do Executivo está em Porto Velho, capital de Rondônia, nesta quinta-feira, para um encontro com o presidente do Peru, Pedro Castillo. A reunião ocorre no Palácio Rio Madeira, sede do governo comandado por Marcos Rocha (PSL).

A maioria dos ministros é senador ou deputado, e o objetivo, com a volta dos licenciados, é conquistar cargos principalmente no Senado, onde Bolsonaro sofre maior resistência.

As pastas devem ser assumidas por servidores internos e por parlamentares do Centrão, grupo de partidos que dá sustentação ao presidente no Congresso Nacional.

Castillo

Em junho do ano passado, perto da então provável eleição de Castillo, Bolsonaro disse que “perdemos o Peru”. Durante o encontro, porém, o mandatário brasileiro afirmou que está “tudo superado.”

Bolsonaro argumentou que quer uma América do Sul livre, com as liberdades de expressão e de imprensa. “Logicamente que esse encontro tem a ver com isso, nós podemos ter uma boa relação se a democracia se imperar, de fato, no seu país”, destacou.

O chefe do Executivo brasileiro destacou ter bom relacionamento com Paraguai e Uruguai, mas voltou a criticar a Venezuela. “Hoje em dia, chegamos a bater 800 pessoas por dia saindo de lá, pessoas pobres que vêm atrás de comida aqui muitas vezes. E é o país com maior reserva de petróleo do mundo. Como é que pode o povo estar nessa situação?”, questionou.

Reunião

Entre os temas da reunião de Bolsonaro com Castillo, destaque para comércio e acesso a mercados, integração física, cooperação fronteiriça, cooperação em defesa e segurança, cooperação técnica e humanitária, além de combate à Covid-19.

No encontro, deve ser assinado um acordo bilateral para exportação de carne. A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também participou da agenda.

Reajuste salarial

O presidente brasileiro afirmou ainda que o problema do reajuste salarial para o funcionalismo público é o Orçamento. “Em 2020, gastamos R$ 700 bilhões com a Covid, um gasto enorme”, afirmou. Bolsonaro complementou que, por causa do auxílio emergencial, o governo se endividou, mensalmente, durante cinco meses, em quase R$ 50 bilhões.

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