Terça, 20 de Outubro de 2026

Mãe de Paula Perin Portes se emociona durante júri e relata sofrimento após seis anos da morte da filha

Em depoimento no Tribunal do Júri, Marisete Lourdes Perin relembrou o desaparecimento da filha, revelou as consequências emocionais da perda e pediu justiça.

Por: Redação Acontece no RS
20/10/2026 às 20h44
Mãe de Paula Perin Portes se emociona durante júri e relata sofrimento após seis anos da morte da filha
Marisete Lourdes Perin, mãe de Paula Perin Portes durante Júri

Marisete Lourdes Perin, mãe de Paula Perin Portes, prestou depoimento no Tribunal do Júri e relatou as consequências emocionais que enfrenta desde o desaparecimento e a morte da filha, em junho de 2020. Segunda testemunha a ser ouvida, ela se emocionou ao recordar a convivência com a jovem e os seis anos de sofrimento desde a perda.

Durante o depoimento, Marisete descreveu a proximidade que mantinha com Paula e lembrou das dificuldades financeiras enfrentadas pela família durante a infância da filha. Também contou que a jovem desejava estudar Medicina Veterinária.

Ao relembrar o desaparecimento, a mãe afirmou que inicialmente mantinha a esperança de encontrar Paula com vida. Entretanto, a ausência prolongada de notícias, especialmente porque a filha tinha o hábito de avisar quando saía, fez com que passasse a temer o pior.

Marisete revelou que preserva o quarto da filha como ela o deixou e conserva objetos de valor sentimental, incluindo um travesseiro que ganhou de Paula no Dia das Mães. Segundo ela, as lembranças dos 18 anos de convivência continuam presentes em sua vida.

A testemunha também falou sobre os impactos da perda em sua saúde emocional. Relatou que tentou tirar a própria vida, passou por internações para tratamento em Passo Fundo e Soledade e atualmente utiliza medicamentos. Datas comemorativas, como aniversários e o Dia das Mães, deixaram de ser celebradas. “Ficou um vazio dentro de mim”, declarou.

Outro ponto abordado foi o recebimento de ameaças e exigências de dinheiro durante o período relacionado ao caso. Marisete contou ainda que recebeu apoio de uma mulher que também perdeu um familiar em um crime de grande repercussão e que mantinha contato telefônico frequente para ajudá-la a enfrentar o sofrimento.

Ao encerrar sua participação no julgamento, a mãe de Paula manifestou o desejo de que os responsáveis pela morte da filha respondam pelo crime. Após seis anos, ela vê no Tribunal do Júri a possibilidade de obter respostas e de buscar justiça.