Terça, 20 de Outubro de 2026

Quatro acusados pela morte de Paula Perin Portes vão a júri popular nesta terça-feira em Soledade

Julgamento em Soledade deve durar até três dias, com até 26 testemunhas. Crime ocorreu em 2020, e resultado é esperado entre quinta e sexta-feira.

Por: Redação Acontece no RS
20/10/2026 às 16h20
Quatro acusados pela morte de Paula Perin Portes vão a júri popular nesta terça-feira em Soledade
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

O julgamento dos quatro homens acusados pela morte de Paula Chaiane Perin Portes, de 18 anos, está marcado para começar nesta terça-feira (20), às 9h30, na Câmara de Vereadores de Soledade. O crime, ocorrido em 2020, ganhou repercussão nacional e chega ao Tribunal do Júri após mais de seis anos e uma série de adiamentos.

Os réus são Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos. A sessão deve se estender por dois a três dias, com a possibilidade de divulgação do resultado entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23), conforme a expectativa do magistrado responsável.

Para a formação do Conselho de Sentença, foram convocados 50 jurados, sendo sete escolhidos por sorteio. Durante o julgamento, está prevista a participação de aproximadamente 20 a 26 testemunhas.

A Câmara de Vereadores foi escolhida para sediar o júri devido às obras realizadas no Fórum de Soledade. O espaço terá capacidade para receber entre 100 e 120 pessoas, com prioridade de acesso aos familiares da vítima e dos acusados. Também está previsto um esquema especial de segurança e organização do trânsito no Centro da cidade.

Paula desapareceu em 11 de junho de 2020, após sair para se encontrar com um dos acusados. Em 4 de agosto daquele ano, sua bolsa foi localizada em um açude próximo à BR-332. Treze dias depois, o corpo da jovem foi encontrado em uma área rural de Soledade.

De acordo com o Ministério Público, a vítima foi morta por asfixia, e seu corpo foi ocultado após o crime. A acusação sustenta que o assassinato teria ocorrido porque Paula poderia revelar informações relacionadas a agressões sofridas por uma amiga.

Inicialmente previsto para abril de 2026, o júri foi suspenso por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), diante de questionamentos envolvendo provas testemunhais. Conforme o juiz José Pedro Guimarães, a delegada Fabiane Bittencourt não prestará depoimento nesta sessão em razão de uma questão processual que permanece em discussão no tribunal.