
Olhando a foto, é impossível não ativar automaticamente o sentimento de fofura, não é mesmo? No pavilhão dos pequenos animais da 49ª Expointer, em Esteio, os simpáticos coelhos se multiplicam e atraem a atenção de muitas crianças e de seus pais. No local, a Federação das Associações Riograndenses de Criadores de Coelhos (Farco) apresenta a cunicultura, que reúne mais do que criadores desses animais dóceis: reúne apaixonados por coelhos.
O secretário da Farco, Carlos Guilherme Petry, explica que a maioria dos membros é da Região Metropolitana de Porto Alegre. Além da criação, eles trabalham na descoberta de novas combinações genéticas dos animais.
“A gente procura aperfeiçoar raças, trazer critérios que condizem com um coelho específico, produzir matrizes e reprodutores para venda. E também é uma paixão que se cria no decorrer dos anos”, afirma.
Petry explica que um coelho vive, em média, sete anos, podendo chegar a 10 em alguns casos. Além de dócil, o criador define o animal como carismático.
“É um animal que vendemos bastante como pet, para pessoas que moram em apartamentos e condomínios, porque ele não produz barulho, ruído. Ele fica aqui quietinho. Também trabalhamos com o manejo dele, ensinamos como se fosse um gato e um cachorro”, explica.
No colo, Petry segura uma espécie chamada Netherland Dwarf, conhecida como coelho-anão. Todo preto, o animal mal se mexe durante a entrevista.
“A nossa cultura não nos permite o consumo da carne do coelho. Ainda existem alguns paradoxos, paradigmas. Mas, aos poucos, estamos conseguindo quebrar isso e trazer uma naturalidade maior. O maior foco ainda é a questão do pet, do animal de estimação”, conclui.
O pavilhão dos pequenos animais atraiu um bom público no primeiro dia da Expointer 2026. A maior feira do agronegócio gaúcho acontece até 6 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.