Quinta, 29 de Outubro de 2026

Justiça bloqueia R$ 6 milhões da Unimed para garantir tratamento do menino Léo

Hospital já fez agendamento provisório, enquanto família mantém arrecadação até que os valores bloqueados sejam efetivamente liberados pela Justiça.

Por: Redação Acontece no RS
16/08/2026 às 16h13 Atualizada em 16/08/2026 às 17h41
Justiça bloqueia R$ 6 milhões da Unimed para garantir tratamento do menino Léo
Foto: Divulgação

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 6 milhões nas contas da Unimed para assegurar o tratamento do menino Léo, que precisa de um medicamento de alto custo avaliado em aproximadamente R$ 8,6 milhões. A informação foi divulgada pela advogada da família, Dra. Joseane Verruck, ao lado dos pais da criança.

De acordo com a defesa, uma decisão liminar já havia determinado que o plano de saúde fornecesse a medicação. A Unimed apresentou recurso, mas a ordem judicial continuou válida e sem efeito suspensivo.

Como o prazo estabelecido para o fornecimento terminou sem que o medicamento fosse disponibilizado, a magistrada responsável pelo caso determinou o bloqueio dos valores. A medida aproxima a família da quantia necessária para viabilizar o tratamento.

O hospital responsável pelo procedimento já realizou um agendamento provisório e definiu a equipe médica que deverá acompanhar a aplicação. A fabricante informou no processo que, após a confirmação e liberação dos recursos, a importação e a entrega do medicamento podem levar cerca de dez dias.

Mesmo com o bloqueio judicial, a família afirma que as campanhas de arrecadação permanecem ativas. Segundo a defesa, os R$ 6 milhões ainda precisam passar por etapas processuais e burocráticas antes de serem efetivamente liberados.

Por esse motivo, os pais de Léo mantêm o pedido de apoio por meio do Pix e das vaquinhas. A intenção é reunir recursos para agilizar o acesso ao tratamento enquanto o processo judicial continua e até que o valor necessário esteja garantido.

Nota da Unimed Serra Gaúcha 

A Unimed Serra Gaúcha informa que casos individuais de pacientes são protegidos pelo sigilo médico, em respeito à privacidade e à família envolvida.

A cooperativa reafirma que cumpre integralmente as decisões judiciais e que suas avaliações e condutas assistenciais são conduzidas por médicos, com base em evidências científicas e diretrizes reconhecidas.

Eventuais divergências técnicas ou jurídica são tratadas nos canais e instâncias adequados, com a responsabilidade e o rigor que a saúde e a segurança dos pacientes exigem.