
A culminância da edição 2026 do Projeto Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) em parceria com o Projeto Pescar reuniu nesta segunda-feira (3), no Hub do Projeto Pescar, em Porto Alegre (RS), estudantes, magistrados e educadores para apresentar os trabalhos desenvolvidos ao longo da iniciativa. O evento marcou o encerramento das atividades do programa, promovido nacionalmente pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e coordenado no Rio Grande do Sul pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV).
Ao longo de cinco encontros, 128 jovens aprendizes do Ensino Fundamental, a partir do 7° ano, e Ensino Médio participaram de atividades voltadas à formação cidadã, com conteúdos sobre direitos fundamentais, direitos trabalhistas e democracia. Como etapa final do projeto, os participantes desenvolveram apresentações inspiradas nos temas debatidos durante as aulas, demonstrando o conhecimento adquirido e sua aplicação em situações do cotidiano.
Participaram da cerimônia a presidente da Amatra IV, Eliane Covolo Melgarejo; a coordenadora regional do TJC, juíza Aline Fagundes; a juíza Marcela Arena; os desembargadores Cláudio Antônio Cassou Barbosa e Fernando Luis de Moura Cassal; além da advogada Ana Carolina do Prado Petrucci, do advogado Mário Antônio Hubenthal Pellegrini Filho e do servidor Rafael Schneider.
Cinco grupos apresentaram trabalhos com diferentes formatos e abordagens. A turma do DC Navegantes escolheu o tema "Contratos Trabalhistas" e promoveu uma atividade interativa por meio de um quiz acessado por QR Code, abordando conceitos e características dos contratos de trabalho. O grupo Hub TI apresentou o trabalho "Silenciamento Afegão", que discutiu as restrições impostas pelo regime talibã entre 1996 e 2001, o processo de retomada de direitos após a queda do regime e a importância da informação na promoção dos direitos humanos.
Já os alunos da Unidade Santa Teresinha simularam um programa de rádio para explicar temas como carteira de trabalho, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e equipamentos de proteção individual. A Unidade Banrisul apresentou uma paródia musical relacionando o cotidiano dos participantes aos conteúdos desenvolvidos durante o projeto. O Hub Administração encerrou as apresentações com a simulação de um museu temático. Inspirados em obras conhecidas e em produções próprias, os estudantes promoveram reflexões sobre jornada excessiva de trabalho, salário justo, trabalho infantil, trabalho escravo, assédio moral e sexual, democracia, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e segurança no trabalho.
Uma das coordenadoras de execução do Projeto Pescar Núcleo RS, Niúra dos Santos Machado, destacou que as apresentações evidenciaram o aprendizado construído ao longo da iniciativa. Segundo ela, os trabalhos demonstraram o impacto das aulas ministradas pelos voluntários e magistrados. "A apresentação dos trabalhos nada mais é do que o momento de dizer: 'está aqui o que eu aprendi e isso vai seguir comigo'. É pegar esse jovem, que é o nosso diamante, e ajudá-lo a sair daqui lapidado, consciente do seu papel como cidadão e como pessoa", afirmou.
A coordenadora regional do TJC, juíza Aline Fagundes, ressaltou que a parceria com o Projeto Pescar potencializou os resultados da iniciativa. "O Projeto Pescar é um terreno fértil. A gente planta uma semente e, quando volta, ela virou uma árvore. Os alunos são muito interessados, comprometidos e levam muito a sério esse trabalho. Em cada apresentação, conseguimos identificar os conteúdos trabalhados durante as aulas, o que torna esse momento muito gratificante", disse.
A presidente da Amatra IV, Eliane Covolo Melgarejo, também destacou o impacto social da iniciativa. "Foi uma tarde muito gratificante e importante também para a nossa formação como seres humanos. Testemunhar o quanto esse trabalho pode contribuir para transformar a vida de outras pessoas nos deixa muito felizes e reforça a importância de projetos como este", afirmou.