
A solidariedade continua sendo uma das principais ferramentas de transformação social e combate à insegurança alimentar. Essa é a reflexão apresentada por José Luiz Facchin, coordenador do projeto Mãos que Ajudam, em artigo sobre a trajetória da iniciativa desenvolvida pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) Caxias do Sul em parceria com o Banco de Alimentos de Caxias do Sul.
Criado em 2021, durante a pandemia da Covid-19, o projeto surgiu em um período marcado pelo aumento da vulnerabilidade social e pelas dificuldades enfrentadas por entidades beneficentes para manter seus atendimentos. Inicialmente, a ação concentrou esforços na arrecadação de alimentos não perecíveis, cestas básicas e doações em dinheiro destinadas à compra de alimentos, produtos de higiene e itens de limpeza para organizações sociais do município.
Em 2022, o projeto passou a integrar o Sábado Solidário, realizado mensalmente em parceria com o Banco de Alimentos de Caxias do Sul. Atualmente, a iniciativa reúne mais de 100 voluntários e atua em 12 supermercados da cidade, sendo dez unidades da Rede Andreazza, uma unidade do Zaffari e um mercado Savi.
Segundo o coordenador, o Sábado Solidário mobiliza aproximadamente 40 supermercados em Caxias do Sul e resulta na arrecadação de cerca de 130 toneladas de alimentos não perecíveis por ano.
Além dos números, Facchin destaca o impacto social da iniciativa. Conforme o artigo, os alimentos arrecadados, somados às demais ações do Banco de Alimentos, beneficiam mais de 100 entidades sociais e contribuem para a oferta de mais de 10 mil refeições diárias a crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.
Para o coordenador, o projeto demonstra que o envolvimento da comunidade, empresas e voluntários pode produzir resultados concretos no enfrentamento da fome e no fortalecimento da rede de apoio às instituições sociais.
Ao concluir o artigo, Facchin ressalta que a solidariedade deve ser um compromisso permanente da sociedade e não apenas uma resposta a momentos de crise.
"Ajudar o próximo é uma escolha. E, quando essa escolha se transforma em ação coletiva, ela alimenta não apenas corpos, mas também a esperança de uma cidade mais humana, fraterna e solidária", afirma.