Terça, 28 de Julho de 2026
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Morte da família Aguiar completa seis meses sem localização dos corpos e ainda aguarda avanço na Justiça

Processo está na fase de apresentação das respostas à acusação; audiência ainda não foi marcada.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
24/07/2026 às 13h58
Morte da família Aguiar completa seis meses sem localização dos corpos e ainda aguarda avanço na Justiça
Cristiano Domingues Francisco está preso desde fevereiro pela morte da família Foto : Rodrigo Thiel / Especial / CP

O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela, Isail e Dalmira Aguiar, completa seis meses sem que os corpos das vítimas tenham sido localizados. Enquanto as investigações seguem em busca de respostas, a ação penal contra os denunciados ainda está nas fases iniciais de tramitação na Justiça.

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Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o processo encontra-se na etapa de apresentação das respostas à acusação pelas defesas dos réus. Somente após a análise dessas manifestações pelo juízo será avaliada a designação da audiência de instrução e julgamento.

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A movimentação mais recente da investigação ocorreu no final de junho, quando uma denúncia anônima mobilizou uma força-tarefa em Canoas. A informação indicava que os corpos poderiam estar enterrados em uma área de mata e banhado próxima à Praia do Paquetá, no bairro Mato Grande.

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A ação reuniu policiais civis, brigadianos e equipes do Corpo de Bombeiros Militar, que empregaram uma cadela farejadora para realizar buscas em dois pontos distintos. Após cerca de três horas de diligências, nenhum vestígio foi encontrado.

Réus respondem por homicídios e ocultação de cadáver

Silvana e os pais desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro, em Cachoeirinha. O policial militar Cristiano Domingues Francisco responde ao processo acusado de matar a ex-esposa, o sogro e a sogra, além de ocultar os corpos das vítimas.

Preso preventivamente desde fevereiro, ele é réu por duplo feminicídio e homicídio, ocultação de cadáver, furto, fraude processual e associação criminosa. Também responde ao processo a atual esposa do policial, Milena Ruppenthal Domingues.

Embora não tenha sido indiciada pela Polícia Civil pelas mortes, ela foi denunciada pelo Ministério Público por participação nos crimes. Segundo a acusação, Milena teria contribuído para a execução do plano criminoso e atuado na ocultação dos fatos após as mortes.

O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, também é réu por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público divergiu parcialmente das conclusões do inquérito policial. Além de incluir Milena entre os acusados pelos homicídios, o órgão classificou as mortes de Silvana e de sua mãe, Dalmira, como feminicídios, em razão do contexto de violência familiar.

De acordo com a investigação, a motivação dos crimes estaria relacionada à disputa pela guarda do filho de Cristiano e Silvana. Mesmo após seis meses do desaparecimento, os corpos das três vítimas ainda não foram encontrados.