Terça, 28 de Julho de 2026
Publicidade

PF mira suspeitos de integrar rede internacional de troca de vídeos de estupros de mulheres sedadas

Operação Somnus cumpre mandados de busca e de prisão em cinco estados nesta quarta-feira.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
21/07/2026 às 22h13
PF mira suspeitos de integrar rede internacional de troca de vídeos de estupros de mulheres sedadas
As investigações começaram em 2025, após informações recebidas por meio de cooperação policial internacional via Europol, envolvendo mais de 20 países Foto : Polícia Federal/Divulgação/CP

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 11, a Operação Somnus, com o objetivo de apurar e reprimir crimes contra a dignidade sexual.

Continua após a publicidade

Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

Continua após a publicidade

As investigações começaram em 2025, após informações recebidas por meio de cooperação policial internacional via Europol, envolvendo mais de 20 países. Os dados indicaram a atuação de redes transnacionais dedicadas à difusão e troca de vídeos de abuso sexual contra mulheres em estado de sedação.

Continua após a publicidade

A Polícia Federal investiga a participação de sete brasileiros. Mensagens trocadas entre eles revelaram discussões sobre o uso de medicamentos com propriedades sedativas, incluindo conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento, celulares, computadores e outros materiais possivelmente ligados às atividades criminosas.

As condutas investigadas podem se enquadrar nos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, sem prejuízo de outras tipificações penais cabíveis.

No Brasil, os fatos se enquadram na Lei nº 13.642/2018, que atribui à Polícia Federal a competência para apurar crimes praticados pela internet envolvendo propagação de conteúdo misógino.

No caso, foram identificados indícios de ódio, repulsa e objetificação da mulher, evidenciando a necessidade de resposta estatal integrada.