
O Ministério Público do Rio Grande do Sul, com apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal, deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Boi Fantasma, a terceira fase da Operação Convergência Nacional RS. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas que utilizava a simulação da compra e venda de gado na região de Alegrete, na Fronteira Oeste.
Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 100 milhões por meio de propriedades rurais arrendadas, notas fiscais e Guias de Trânsito Animal emitidas para bovinos que nunca existiram. O esquema, “Boi Fantasma”, era comandado por um traficante que atuava de dentro de um presídio e contava com a participação de familiares e laranjas para ocultar a origem dos recursos.
Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 35 de busca e apreensão em Alegrete (12), Quaraí (2), Pelotas (7), Capão do Leão, Itaqui, Canoas, São Leopoldo e Porto Alegre, além de ações em presídios de São Gabriel, Uruguaiana e Cachoeira do Sul, bem como em Palhoça e Joinville, em Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 100 milhões, além do sequestro de 15 veículos e um imóvel.
A investigação durou cerca de dez meses e utilizou monitoramento aéreo com drones, que confirmou a inexistência dos rebanhos declarados nos documentos. O líder da organização será transferido para o módulo de segurança máxima da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.