Quarta, 29 de Julho de 2026
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Ministério Público pede à Polícia Civil que todos os feridos em acidente na BR 116 sejam ouvidos

Alguns sobreviventes não foram ouvidos porque não foram encontrados.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
05/05/2026 às 10h34
Ministério Público pede à Polícia Civil que todos os feridos em acidente na BR 116 sejam ouvidos
Na colisão, que envolveu um ônibus e uma carreta, morreram 11 pessoas e outras 11 ficaram feridas Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

O Ministério Público (MPRS), por meio da Promotoria Criminal de Pelotas, solicitou à Polícia Civil mais investigações sobre o acidente ocorrido no dia 2 de janeiro na BR 116, envolvendo um ônibus e uma carreta.

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A colisão ocorreu no quilômetro 491 da rodovia, próximo à ponte sobre o Arroio Corrientes, provocando 11 mortes e deixando 11 feridos. O ônibus fazia a linha Pelotas-São Lourenço do Sul, quando colidiu com uma carreta carregada de areia, que trafegava no sentido oposto.

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De acordo com o titular da 2ª Delegacia de Polícia – responsável pelas investigações, delegado César Nogueira, o MPRS deu o prazo de 30 dias para que fossem ouvidos todos os feridos no acidente.

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“Conseguimos ouvir alguns na época, já outros, por estarem fora da cidade e em local então desconhecido, acabaram não prestando depoimento sobre o caso”, relatou. Ele acredita que conseguirá cumprir o prazo estabelecido, caso encontre todos os que faltam prestar depoimento.

“Teremos a opção de quem não estiver em Pelotas possa falar por chamada de vídeo, mas os depoimentos não mudam a conclusão do inquérito remetido a Justiça”, garantiu.

Em depoimento, o motorista da carreta admitiu que estava mexendo no rádio no momento da colisão. Além disso, no momento do acidente, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia lentidão na estrada, provocada por um caminhão com pane mecânica.

O motorista da carreta, que guiava no sentido do Capital-Interior, teria tentado desviar do congestionamento, invadindo a pista contraria, momento em que atingiu o ônibus.

No momento do acidente, ele estava bem acima da velocidade permitida no trecho que era de 40km/h. Quando enviou o inquérito ao MPRS, o delegado pediu o indiciamento do motorista da carreta por homicídio culposo.