Quarta, 29 de Julho de 2026
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Quem é Gilvani Dall Oglio, o Gringo, o ex-vereador de Porto Alegre preso nesta sexta-feira

Empresário está no centro de um esquema familiar que utilizava múltiplas empresas para simular concorrência em processos licitatórios.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
17/04/2026 às 20h21
Quem é Gilvani Dall Oglio, o Gringo, o ex-vereador de Porto Alegre preso nesta sexta-feira
Gringo foi eleito vereador da Capital em 2024 e, no final de 2025, foi cassado pela Câmara por quebra de decoro parlamentar Foto : Johan de Carvalho/CMPA/CP

Empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira por suspeita de fraudar licitações. Ele está no centro de um esquema familiar que utilizava múltiplas empresas para simular concorrência em processos licitatórios.

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O apelido de 'Gringo', conforme descrito em sua biografia, tem origem nos pais italianos. Nascido em Sarandi, no interior do Rio Grande do Sul, o ex-vereador se mudou para a Capital aos 16 anos. Construiu sua carreira no ramo empresarial de saneamento e já prestou serviço, por meio de diferentes empresas, para várias cidades.

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Em 2024, Giovani elegeu-se vereador da Capital, pelo Republicanos, com quase 8 mil votos – ele ganhou projeção nas redes sociais após atuar, durante as enchentes, prestando serviço de resgate, arrecadações e limpeza em áreas atingidas, em especial na Região Norte da Capital. No final de 2025, porém, ele foi cassado pela Câmara de Vereadores por quebra de decoro parlamentar.

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A acusação na Câmara se baseou nas declarações do próprio vereador na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Dmae no dia 29 de setembro de 2025, quando ele depôs como testemunha. Na ocasião, Gringo admitiu publicamente ter pago propina ao extinto Departamento de Esgotos Pluviais (DEP).

O caso ao qual ele se referia trata de um esquema de corrupção que teria operado no DEP em 2015. O episódio virou investigação policial, e, em 2020, o Ministério Público tornou réus nove pessoas envolvidas nas fraudes, incluindo Gringo. O processo, em que ele realizou uma delação premiada, tramita em sigilo na 1ª Vara Criminal do Foro Central da Comarca de Porto Alegre e aguarda decisão da Justiça.

Também em depoimento na CPI, Gringo teria afirmado que mantinha vínculo com uma empresa que presta serviços ao poder público, o que viola a Lei Orgânica do município.

Na operação desta sexta, denominada Effluxus, Gringo foi preso na sua residência. Um familiar seu também foi detido por posse ilegal de arma de fogo, com a soltura permitida mediante fiança.