
O diretor do Departamento de Homicídios do Interior, Thiago Carrijo, confirmou nesta sexta-feira, que a Polícia Civil deve realizar uma reprodução simulada do caso do agricultor Marcos Daniel Nörnberg, morto em ação da Brigada Militar na madrugada do dia 15 de janeiro. "Estou aguardando o Instituto Geral de Perícias (IGP) marcar a data, mas acredito que deva ocorrer em até 10 dias", assinalou.
Segundo Carrijo, a ideia é que todos os envolvidos participem, o que inclui a viúva Raquel Motta Nörnberg e os 18 policiais militares que participaram da ação que resultou na morte do agricultor. "A ideia é que todos que estiveram envolvidos naquela madrugada participem da reconstituição que irá esclarecer alguns pontos que precisamos para concluir o inquérito", afirmou.
Na quinta-feira ocorreu a troca dos delegados responsáveis pela investigação do caso na Polícia Civil. A titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, delegada Walquíria Meder, passou a responsabilidade de concluir a investigação para o delegado Gabriel Borges, de Porto Alegre. "A delegada solicitou que a investigação fosse finalizada por outro delegado, justamente para dar lisura diante da complexidade e sensibilidade do caso. Além disso, ela possui convivência com a comunidade e relação profissional com os PMs", justificou.
Ele autorizou que a etapa conclusiva da investigação contasse com o apoio de um delegado de Polícia que não possui nenhum vínculo funcional com a região dos fatos, garantindo um olhar externo e distanciado das circunstâncias locais. "Trata-se de um procedimento previsto que busca assegurar o máximo rigor na avaliação final, evitando qualquer influência decorrente da proximidade territorial", enfatizou.
Carrijo trabalha com a data de 20 de abril para a conclusão das investigações na Polícia Civil. "Até o final deste mês, acredito que teremos concluído o trabalho", projetou. Segundo Carrijo, a Polícia Civil deverá considerar as conclusões apresentadas na quinta-feira no Inquérito Policial Militar (IPM) apresentado pela Brigada Militar sobre o caso.
"As informações do IPM serão consideradas, mas lembramos que a Brigada Militar apurou se houve crime militar e a Polícia Civil definirá se foi um homicídio. Esperamos a conclusão para saber as responsabilidades que a Brigada Millitar apontaria para formar a nossa convicção".