Terça, 28 de Julho de 2026
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Painel na Expointer discute impacto das mudanças climáticas e caminhos de adaptação no RS

Especialistas do Mapa e da Embrapa apresentaram resultados preliminares de estudos sobre solos, estradas rurais e estratégias produtivas no Rio Grande do Sul.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
04/09/2025 às 15h56
Painel na Expointer discute impacto das mudanças climáticas e caminhos de adaptação no RS
Painel reuniu especialistas do Mapa e da Embrapa | Foto: Fabiano do Amaral

As transformações do clima e os reflexos diretos na produção rural estiveram em debate em um painel realizado na tarde de quinta-feira (4), integrando a programação da 48ª Expointer. Com o tema “Agropecuária gaúcha, passado, presente e futuro: como se adaptar, reduzindo o impacto e se mantendo produtivo?”, a atividade reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para apresentar resultados preliminares de estudos e propor alternativas de adaptação.

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O superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Souza, destacou que o trabalho tem o objetivo de diagnosticar gargalos e propor soluções. “Nosso objetivo é recolher evidências que orientem políticas de crédito, linhas de pesquisa e novas práticas produtivas. Mas nós, enquanto Executivo, não podemos apenas estudar, Já existem tecnologias que estão sendo aplicadas em regiões fortemente atingidas no último ano”, afirmou.

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Entre os levantamentos apresentados, Souza chamou a atenção para a fragilidade das estradas rurais gaúchas diante das alterações climáticas. Segundo ele, a ausência de planejamento integrado entre União, Estado e municípios faz com que muitas vias fiquem em más condições durante boa parte do ano, elevando custos e prejudicando o escoamento da produção.

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O superintendente também ressaltou as tecnologias que fazem parte do portfólio da Embrapa, apresentadas através do que está sendo desenvolvido nas regiões mais impactadas no ano passado. “Nosso intuito é apresentar o diagnóstico focado em solos e infraestrutura, e o da Embrapa é apresentar aquilo que já está evidenciado, para tornar os nossos sistemas produtivos adaptados a esse contexto de uma nova condição climática que temos no Rio Grande do Sul”, disse.

Ele destacou, ainda, que a preocupação do Mapa com relação à degradação dos solos é considerar elementos como a topografia de cada região do Estado, que apresentam diferenças. A partir disso, o Mapa pretende estabelecer um planejamento de uso, utilizando tecnologias que favoreçam a incorporação da água do solo.

Através de um trabalho conjunto entre o Ministério e a Embrapa, unidades técnicas de referência estão sendo instaladas para fazer a demonstração em propriedades rurais, com a implementação do protocolo de tecnologias que oferecem maior adaptação.

Por fim, Souza ressaltou a importância de trazer essas informações e debates para dentro da Expointer. “Esperamos, ao final desse processo, ter um protocolo focado nos grandes cultivos, com essa perspectiva de adaptação, incorporação da água e a redução da emissão de gases de efeito estufa, além de um conjunto de práticas adaptadas a cada uma das regiões, iniciando pelas que foram mais impactadas pelas enchentes”, concluiu.