Quinta, 30 de Julho de 2026
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“Detenta exemplar”, dizem agentes penais sobre mulher presa por envenenar bolo em Torres

Deise Moura dos Anjos está no Presídio Feminino de Torres, onde tem conduta disciplinada e não dá sinais de estar abatida.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
22/01/2025 às 08h39
“Detenta exemplar”, dizem agentes penais sobre mulher presa por envenenar bolo em Torres
Deise Moura dos Anjos tem conduta disciplinada em presídio de Torres | Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução / CP

Deise Moura dos Anjos é uma detenta exemplar. Quem trabalha no Presídio Estadual Feminino de Torres conta que ela mantém a cela de número 01 "extremamente limpa e organizada", e que não questiona nenhuma regra do estabelecimento. Além da disciplina, a conduta educada dela também arranca elogios de servidores.

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A unidade fica no centro do município onde um bolo de Natal levou três pessoas à morte. Deise chegou ali no dia 5 de janeiro, por ordem de prisão temporária, após a Polícia Civil apontar que ela teria contaminado a sobremesa com arsênio.

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As suspeitas não parecem ter abalado Deise. “Em nenhum momento dá sinais de estar abatida”, dizem os guardas. Eles adicionam, porém, que a serenidade dela é similar a uma ausência de emoções.

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"Ela é tranquila, educada e tem disciplina. Além disso, sempre mantém a limpeza e organização na cela, chega a ser perfeccionista. Apenas não demonstra nenhum tipo de sentimento", pondera um funcionário.

Na maior parte do tempo, a apenada dorme. Ela também costuma ler os livros que a casa prisional disponibiliza. Por escolha própria, não puxa assunto com os agentes penais. “É muda, calada. Fica quieta o dia inteiro”, descrevem.

Outra parte da rotina de Deise são os banhos de sol. Ela tem autorização de ir ao pátio durante uma hora, todos os dias. O passatempo ocorre no turno da manhã, sem a presença de outras presas.

Um dos motivos de separar Deise do restante da massa prisional é o fato dela estar recolhida em prisão temporária. Outra razão seria evitar possíveis hostilidades.

"A maioria das detentas não costuma aceitar crimes que envolvem crianças", explica um policial penal.

Nesta semana, a perícia detectou arsênio no filho de Deise, uma criança de 9 anos. Em dezembro, outro menino, filho de uma das vítimas, ficou a beira da morte após comer o bolo de Natal. Deise é a principal suspeita nos dois casos de envenenamento.