
As enchentes de setembro e de maio colocaram na cabeça dos gestores públicos um questionamento: como tornar as cidades mais resistentes a catástrofes climáticas? É o caso de Muçum, hoje administrada pelo prefeito Mateus Trojan. Segundo ele, a perspectiva de crescimento do município terá de ser revista por conta das inundações.
"A nossa perspectiva de crescimento precisará ser revista, com áreas inteiras da cidade sendo remanejadas, até porque estão de infraestrutura e capacidade de reação a eventos extremos”, disse nesta quarta-feira em entrevista à Rádio Guaíba.
Questionado sobre os dois episódios de enchentes que atingiram Muçum, Trojan explicou que esta que aconteceu em maio foi diferente para a cidade. “Tivemos alguns aspectos em que fomos melhores e em outros fomos piores. Acho que a grande notícia para a gente foi que não tivemos mortes, enquanto na de setembro tivemos 20 óbitos, sendo que dois corpos sequer foram encontrados até hoje. Isso é um ponto a comemorar”, ressaltou.
Por outro lado, segundo Trojan, Muçum registrou alagamentos em áreas que antes não eram atingidas, além de enxurradas e mais de 30 deslizamentos de terra. “Nós tivemos pontos da cidade que ficaram muito tempo para serem trabalhados até que fosse possível restaurar a trafegabilidade. Além disso, famílias foram afastadas do seu local de moradia. Eu diria que em termos estruturais foi bem pior”, comentou.