Domingo, 02 de Agosto de 2026
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Ação mira grupo envolvido em 40 roubos de carga no RS; prejuízo supera R$ 3 milhões

Quadrilha especializada em roubos de carga de cigarro é alvo da Operação Mellarius

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
05/03/2024 às 11h39
Ação mira grupo envolvido em 40 roubos de carga no RS; prejuízo supera R$ 3 milhões
Operação Mellarius teve como alvo quadrilha especializada em roubos de carga de cigarro | Foto: Polícia Civil / CP

A Polícia Civil desencadeou, nesta terça-feira, a Operação Mellarius. O alvo é um grupo especializado em roubos de carga de cigarro. São investigados pelo menos 40 assaltos, que somam prejuízo superior a R$ 3 milhões. Os crimes ocorreram em Porto Alegre, região Metropolitana e no Vale do Sinos.

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Participaram da ofensiva 157 agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A investigação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubo e ao Furto de Cargas (Drfc).

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As diligências foram realizadas em Gravataí, Cachoeirinha e na Capital. Foram cumpridas 70 ordens judiciais, sendo 12 de prisões preventivas e 40 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de quatro veículos.

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Até o momento, dez pessoas foram presas. Houve ainda a apreensão de armas, munições e caixas de cigarro.

Foram identificados 20 suspeitos. Eles são investigados por crimes em Eldorado do Sul, Gravataí, Esteio, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Cachoeirinha, Porto Alegre, Taquara, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Guaíba, entre outras cidades.

Segundo o diretor da Divisão de Investigação do Deic, delegado Eibert Moreira Neto, a quadrilha é a maior do RS, no que se refere a roubos de carga. O bando, explica, é ligado a uma facção com base no Vale do Sinos.

“A quadrilha é especializada em roubos de carga, mas também possui vínculos com outras organizações criminosas. Inclusive, vários dos investigados respondem por homicídio e tráfico. Eles têm ligação com uma facção que atua no Vale do Sinos”, destacou Eibert Moreira.

Três dos investigados, incluindo o líder do bando, trabalhavam na BAT Brasil, antiga Souza Cruz. A empresa auxiliou os policiais com repasse de informações, ao longo de cinco meses de apuração.

O trio atuava como guiando os caminhões da companhia. Dois suspeitos eram condutores que conheciam as táticas de gerenciamento de risco da empresa. Um terceiro atuava como motorista ativo, o qual era responsável por repassar dados internos, facilitando os roubos.

A investigação constatou que o modus operandi do grupo foi basicamente o mesmo em todos os delitos. Dois criminosos armados guiavam uma caminhonete Fiat Fiorino branca. O automóvel era roubado e tinha placas clonados, e se aproximavam do veículo que transportava as cargas. A dupla então rendia o motorista da empresa e obrigava a ir até uma localidade inóspita.

Na maior parte dos casos, não havia ingresso dos criminosos no veículo da vítima. Quando havia, eles utilizam luvas, casaco e máscaras.

Após o transbordo da carga diretamente para o automóvel que tripulavam, os suspeitos ordenavam o retorno do motorista para o veículo da empresa. Houve casos em que a vítima foi trancada dentro do baú da própria caminhonete.

O automóvel dos criminosos também continha três placas, inseridas uma por cima da outra. Os sinais eram trocados durante a fuga, fazendo que o veículo “sumisse” após o roubo.