Sexta, 07 de Agosto de 2026
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Mães relatam suas histórias de força e coragem que nascem do inesperado

Lara, filha de Sabrinny Martins, assistente social do Hias, nasceu prematura e precisou ser internada na UTI Neonatal Há nove anos, a assistente so...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Ceará
10/05/2023 às 10h45
Mães relatam suas histórias de força e coragem que nascem do inesperado
Foto: Reprodução/Secom Ceará

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Lara, filha de Sabrinny Martins, assistente social do Hias, nasceu prematura e precisou ser internada na UTI Neonatal

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Há nove anos, a assistente social do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Sabrinny Martins, foi diagnosticada com síndrome dos ovários policísticos. A partir de então, iniciou sua luta para realizar o sonho de ser mãe com a ajuda de especialistas. Depois de uma gestação que não evoluiu, ela seguiu tentando e, em julho de 2022, engravidou de gêmeas, por meio de tratamentos de reprodução assistida.

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Com 22 semanas de gravidez, a colaboradora precisou ficar internada em repouso absoluto devido ao peso excessivo da bolsa de líquido amniótico, que colocava pressão sobre o útero. Após cerca de 20 dias, ela começou a sentir cólicas e entrou em trabalho de parto prematuro.

As gêmeas nasceram no dia 4 de dezembro de 2022, com pesos extremamentes baixos: Larissa, com apenas 785 gramas, e Lara, com 715. Infelizmente, Larissa não resistiu e Lara precisou ser intubada na UTI neonatal, onde passou mais de 30 dias lutando pela vida. A mãe enfrentou dificuldades nesse período, incluindo a incapacidade de amamentar. Diariamente, foi visitar sua filha, batalhando ao lado dela.

Nos 114 dias em que ficou internada, Lara teve displasia pulmonar e outras complicações devido à prematuridade extrema, enquanto Sabrinny encarava o desafio de extrair leite para alimentar a bebê. No dia 28 de março deste ano, a pequena finalmente recebeu alta da UTI neonatal.

“A maternidade veio para extrair de mim tudo o que eu não sabia que tinha: força, coragem, fé e esperança. Ter um filho prematuro é ter o coração fora do peito. Ver um serzinho tão pequenininho e perfeito, mas tão frágil, faz de você uma pessoa que vai lutar por ele para superar todas as dificuldades“, diz.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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No dia 28 de março deste ano, após 114 dias, Lara finalmente recebeu alta da UTI neonatal

Para Sabrinny, trabalhar no Hias e já ter atuado no Centro de Terapia Intensiva Neonatal (CTIN) permitiu que ela entendesse não apenas os aspectos do tratamento, mas a ter esperança. “Eu já tinha acompanhado algumas histórias, embora a possibilidade de acontecer comigo nunca tivesse passado pela minha cabeça. Mas, às vezes, você é só uma mãe que precisa da compreensão da equipe de saúde para poder continuar em frente. Estar nessa situação me fez entender ainda mais a dor e a angústia das mulheres que nós atendemos e como, muitas vezes, elas só precisam que fiquemos ao lado delas enquanto choram”, afirma.

Perdas e vitórias
O Dia das Mães deste ano será especial para a técnica de Enfermagem Cristiane Saraiva. A profissional da UTI Neonatal do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), unidade da Sesa administrada pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), realizou o sonho da maternidade em 2022, após enfrentar alguns obstáculos inesperados.

A profissional recorda que, quando chegou ao setor, havia apenas três meses que tinha perdido seu primeiro bebê, natimorto de 41 semanas. No início, ter que trabalhar na assistência a muitas crianças não foi tarefa fácil. “O mais inesquecível para mim foi o primeiro dia no setor. Não tive como não chorar, pois eu tinha acabado de perder minha filha. A sensação foi de um conforto que Deus me deu“, recorda.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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Cristiane conseguiu realizar o sonho da maternidade em 2022, com o nascimento de Ayla

Após mais uma perda, Cristiane conseguiu realizar o sonho da maternidade em 2022 e, hoje, tem nos braços sua filha Ayla, de sete meses. “Eu engravidei e me tornei mãe de uma bebê muito esperada e amada, cheia de saúde, que traz muita felicidade para nós”, celebra.

Prestes a voltar da licença-maternidade, a profissional está ansiosa para retomar a rotina com os bebês internados no HGWA. “Sei o quanto nosso papel é importante, tanto nos cuidados com os pequenos pacientes quanto no acolhimento a essas mães que chegam cheias de angústia e incertezas“, comenta.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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Prestes a voltar da licença-maternidade, Cristiane está ansiosa para retomar a rotina com os bebês do HGWA

Para Cristiane, ser mãe é um dom divino. “É sentir um amor incondicional e sem limites, que nos ensina a cuidar, a perdoar, a compreender. É a realização de um sonho que transborda na mente e no coração”, declara.