Sábado, 08 de Agosto de 2026
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Ipesaúde faz o alerta para a prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

A hipertensão é mais prevalente no idoso, principalmente a sistólica

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Sergipe
25/04/2023 às 17h05

Nesta quarta-feira, 26, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Trata-se de uma doença crônica, que não tem cura, mas que tem tratamento. Por isso, a importância da prevenção. De acordo com a cardiologista do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde), Isabella Resende, quando o paciente descobre precocemente que tem pressão alta, é possível tratar e baixar os níveis pressóricos, mas segundo ela, o tratamento tem que ser contínuo, para o resto da vida.

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Conforme a médica, os níveis pressóricos ideais são os que estão abaixo de 139 e 89 mmHg. “Os pacientes que estiverem acima desses índices, já devem ligar o sinal de alerta”, ressaltou. Ela disse ainda que a hipertensão é uma doença multifatorial, que leva em consideração os fatores genético e ambiental.

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“A pessoa que tem geralmente o pai ou a mãe hipertenso tem uma tendência familiar a ser também. E aí quando tem o fator ambiental associado, isto é, a pessoa tem um emprego estressante, ganha peso, consome comida com muito sal, isso tudo somado faz com que em determinado momento ela se torne hipertensa”, afirmou.

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Isabella destaca que há pessoas que não apresentam sintomas nenhum e esse é considerado um problema. “A hipertensão muitas vezes se apresenta de forma assintomática. A pessoa descobre por acaso. Vai fazer uma medida de pressão, por algum motivo, e aí identifica que a pressão está alta”, informa.

Conforme a especialista, a hipertensão também se apresenta com sintomas como cefaleia, principalmente a occipital, que é a dor localizada na porção posterior da cabeça; tontura, dispneia, que é a falta de ar; e às vezes sente dor no peito, entre outros sinais clínicos.

“Quando é assintomática, a hipertensão é chamada de assassina silenciosa, ela vai matando aos poucos e quando o primeiro sintoma aparece é um infarto do miocárdio. O paciente nunca descobriu que tinha pressão alta e abre o quadro com uma doença grave”, enfatiza.

Prevalência

A hipertensão é mais prevalente no idoso, principalmente a sistólica. Segundo Isabella Resende, com a idade as artérias vão se calcificando e ao ocorrer isso, há uma pressão mais elevada dentro das artérias, o que leva a um quadro de aumento da pressão arterial.

Ela explicou ainda que apesar de ser mais comum no idoso, atualmente há muitos jovens e até crianças hipertensas, em razão do excesso de sedentarismo, do consumo de embutidos, que têm muito sal, e da obesidade. “Isso tudo está levando as crianças e adultos jovens a se tornarem hipertensos mais cedo, são fatores de risco da doença”, salientou.

Diagnóstico

A cardiologista informou que o diagnóstico é feito no consultório, com a verificação da pressão do paciente. Com base no resultado da medição são feitos alguns exames como Mapa, que é a medida de pressão arterial de 24 horas, existe também a medida residencial da pressão, chamado Mapa Central, que mede a pressão central da aorta do paciente em 20 minutos. Têm também outros exames que não são específicos para a pressão, mas que ajudam a identificar como a pressão alta está interferindo, é o caso do ecocardiograma, onde pode ser observado se as cavidades estão aumentadas, se o coração está mais grosso; do teste ergométrico que verifica se o paciente já tem alguma isquemia; e do exame de sangue que verifica se há alguma alteração renal. “A solicitação dos exames vai depender do perfil do paciente, para avaliar o quanto a pressão está alta e como vai ser realizada a intervenção”, disse.

Tratamento

Isabella Resende afirmou que na maioria dos casos o tratamento é medicamentoso. A não ser para aqueles pacientes que tenham uma hipertensão leve e um estilo de vida bastante ruim, no qual o médico pode até tentar iniciar um tratamento para mudar o estilo de vida, objetivando a perda de peso, com a indicação de uma atividade física, a fim de realizar um tratamento não farmacológico.

Na maioria dos casos, entretanto, já se começa com o tratamento farmacológico. “Depois, se a hipertensão dele for secundária a uma obesidade ou a uma doença na suprarrenal, por exemplo, aí esse paciente pode parar de tomar remédio. Inicialmente tem que entrar com a medicação para evitar que a doença evolua e ele tenha problemas maiores”, ressaltou.

A especialista disse que o ideal é que as pessoas previnam as doenças causadas pela hipertensão. “Se você descobrir que é hipertenso e prevenir vai evitar uma série de doenças, a exemplo de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), doença renal terminal, doença periférica arterial e doença do fundo do olho”, informou.

Ela destacou também que a prevenção evita gastos financeiros e garante melhor qualidade de vida. “É muito mais importante prevenir a doença do que tratar. Por isso, que essas datas de prevenção de doença são importantes, porque prevenir é fundamental e nesse caso tem como prevenir com a adoção de uma vida mais saudável, mais regrada e com a consulta ao médico periodicamente, porque mesmo que a gente não consiga prevenir, pelo menos, começa a tratar a doença e evita os seus malefícios”, alertou.

Atividade no Ipesaúde

Com o objetivo de marcar a passagem do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, nesta quarta-feira, 26, pela manhã, em todas as unidades do Ipesaúde, será realizado um momento de conversa sobre a prevenção da hipertensão arterial sistêmica.