Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Disfagia: palestra no HGWA orienta cuidadores sobre processo de deglutição de pacientes

Condição afeta, principalmente, idosos e acometidos por doenças neurológicas A dificuldade de ingerir alimentos, líquidos e até mesmo saliva é um d...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Ceará
20/03/2023 às 12h05
Disfagia: palestra no HGWA orienta cuidadores sobre processo de deglutição de pacientes
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Condição afeta, principalmente, idosos e acometidos por doenças neurológicas

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A dificuldade de ingerir alimentos, líquidos e até mesmo saliva é um dos cuidados observados nos ambientes hospitalares e tem nome: disfagia. Muito comum em idosos e pacientes com doenças neurológicas, o problema ganhou uma data no calendário da Saúde devido a sua importância. O Dia Nacional de Atenção à Disfagia é lembrado nesta segunda-feira (20).

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No Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), haverá palestra nesta terça-feira (21) para debater a temática com cuidadores e acompanhantes. Administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), o equipamento recebe adultos e crianças que, muitas vezes, precisam de tratamento para amenizar o incômodo durante a deglutição. São pessoas acometidas, geralmente, por acidente vascular cerebral (AVC) ou por doenças neurológicas.

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Rita Rodrigues, de 87 anos, está em fase de reabilitação na Unidade de AVC do hospital. Natural de Canindé, no interior cearense, a paciente progrediu durante a internação, deixando de se alimentar por sonda e iniciando a ingestão por via oral. “Ela não comia bem, mas, agora, ela toma sucos e faz as refeições. Foi uma evolução”, avalia Antônio Santiago, sobrinho da aposentada.

Avaliação especializada

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

De acordo com a coordenadora do setor de Fonoaudiologia do HGWA, Adriana Itala, pacientes como Rita são submetidos a uma avaliação especializada de profissionais da área. A primeira conduta, ela afirma, é adequar a melhor via de alimentação conforme a consistência dos insumos, a fim de dar maior segurança na administração da dieta.

Nós atendemos aqui internados nos Eixos Neonatal Pediátrico e Adulto; aqueles com quadro de disfagia, ocasionado, em sua maioria, por sequelas de doenças neurológicas como AVC, ELA [esclerose lateral amiotrófica] e Parkinson”, afirma a coordenadora, líder de uma equipe com 11 profissionais.

Familiares e cuidadores dos pacientes também recebem orientações para que a assistência continue após a alta. Segundo Itala, é imprescindível o acompanhamento fonoaudiólogo com técnicas e exercícios de fortalecimento da musculatura orofacial, além do uso de estimulantes térmicos e gustativos, para a reabilitação do indivíduo.

“Se a pessoa apresentar, durante a alimentação, episódio de tosse, sensação de entalo, engasgo ao engolir, ou tem produzido saliva excessiva, atrapalhando a sua deglutição de forma recorrente, é importante procurar uma ajuda médica para investigar o quadro e proporcionar um tratamento precoce e adequado”, ensina.

Há dez anos no HGWA, a fonoaudióloga Luciana Fiori avalia a condição de pacientes do setor de AVC Adulto receberem o alimento, observado a postura do corpo e, quando indicado, aplicando terapia sensório-motor-oral.

“Em muitos casos, acometidos por AVC ficam com sequelas, dentre elas a dificuldade de deglutição, o que pode gerar alterações mais graves como broncoaspiração, em que o alimento entra pela via respiratória. O acompanhamento de profissional da Fonoaudiologia é preventivo, mas também de reabilitação, possibilitando que o paciente se alimente novamente por via oral de uma forma segura”, diz.