Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Março Lilás e Amarelo: Secretaria reforça cuidados com a saúde da mulher

No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama a atenção sobre as doenças que acometem o sex...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom SC
10/03/2023 às 15h55
Março Lilás e Amarelo: Secretaria reforça cuidados com a saúde da mulher
Foto: Reprodução/Secom SC

No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama a atenção sobre as doenças que acometem o sexo feminino. A cor lilás traz a reflexão sobre o câncer de colo de útero, terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. A cor amarela é referente à endometriose que atinge mais de 7 milhões de mulheres no país, sem causa definida.

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Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), indicam que no ano de 2022, cerca de 970 tiveram câncer de colo de útero detectados em Santa Catarina. Esse câncer é causado por infecção persistente de alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer.

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Em grande parte das vezes, este tipo de câncer pode ser prevenido e a principal forma é a vacina. A imunização contra o HPV é a medida mais eficaz para prevenir a infecção pelo Papilomavírus. Ela atua contra os tipos de HPV mais frequentes (6, 11, 16 e 18) responsáveis pelo câncer de colo de útero, vagina, vulva, ânus e pênis e pelo aparecimento de verrugas genitais. O imunizante pode ser aplicado em meninos e meninas com idades entre 9 e 14 anos.

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Outra forma de prevenção está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV, que ocorre por via sexual, com o uso de preservativos durante a relação sexual. Os preservativos são distribuídos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios.

Além disso, o exame preventivo, conhecido como Papanicolau, deve ser feito periodicamente por todas as mulheres após o início da vida sexual, pois é capaz de detectar alterações pré-cancerígenas precoces que, se tratadas, são curadas na quase totalidade dos casos, não evoluindo para o câncer. Em 2020 houve uma baixa procura devido à pandemia, com a realização de apenas 284.282 em SC, de acordo com o DataSUS. Porém, os números aumentaram nos anos subsequentes sendo que 405.794 mulheres realizaram o exame em 2021 e 427.040 em 2022.

Endometriose

A endometriose é uma modificação no funcionamento normal do endométrio, ou seja, mucosa que reveste a parede interna do útero, que em vez de ser expelida pela menstruação, ela faz o fluxo contrário e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

No Brasil, a doença atinge mais de 7 milhões de mulheres. Ainda sem uma causa definida, diferentes fatores estão associados à endometriose, como fatores genéticos, problemas no sistema imunológico, hormônios e problemas com o fluxo do período menstrual.

Problemas de infertilidade também estão associados em cerca de 40% das mulheres com endometriose. A doença está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restabelecida com tratamento adequado.

Principais sintomas:

– dor intensa em forma de cólica durante o período menstrual que pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
– dor durante as relações sexuais;
– dor e sangramento ao urinar e evacuar, especialmente durante a menstruação;
– fadiga;
– diarreia;
– dificuldade de engravidar.

O importante é buscar atendimento, para que o diagnóstico seja realizado o mais breve possível e que o tratamento seja iniciado. Todos os exames indicados para a detecção da doença estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes:
Ministério da Saúde
INCA
DATASUS