Segunda, 10 de Agosto de 2026
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Secretaria de Saúde de MS cria painel de monitoramento do Mpox

A SES/MS (Secretaria de Estado de Saúde) lança nesta quarta-feira (15), um novo painel que realiza o monitoramento da Mpox em Mato Grosso do Sul. A...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
15/02/2023 às 06h50
Secretaria de Saúde de MS cria painel de monitoramento do Mpox
Foto: Reprodução

A SES/MS (Secretaria de Estado de Saúde) lança nesta quarta-feira (15), um novo painel que realiza o monitoramento da Mpox em Mato Grosso do Sul. A nova ferramenta se encontra no Painel Digital Mais e traz todas as informações pertinentes sobre a Mpox no Estado.

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Segundo o assessor militar na SES e coordenador da Mpox, coronel Marcello Fraiha, Mato Grosso do Sul ao criar ferramentas digitais como este painel auxilia na transparência e o acesso da população as informações de combate à doença no Estado. “O Estado de Mato Grosso do Sul está à frente e desenvolve ações estratégicas para que sejam eficientes e eficazes para o controle e prevenção da Mpox”.

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Para a responsável técnica da Saúde Única da SES, Danila Frias, a população passa a ter um canal acesso com informações atualizadas da doença no Estado.

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“O painel apresenta os dados reais da doença com informações diárias. Hoje, nós temos uma característica de queda de Mpox no Estado. Há o registro de queda drástica dos casos positivos e isto é muito importante porque mostra que o Estado está fazendo o seu trabalho, mostra que as ações de prevenção e controle da doença estão sendo realizadas de forma consciente tanto pela população quanto pelas equipes de Vigilância do Estado e dos municípios".

Danila ainda explica que a entrada de casos suspeitos de notificações da Mpox é comum de acontecer. “Isto demostra que a Vigilância do Estado está totalmente atuante e qualquer caso que possa se tornar um caso confirmado de Mpox, precisa ser notificado. Então, esse painel demostra que a atividade da Vigilância está efetiva em Mato Grosso do Sul”.

Para o coordenador de Tecnologia da Informação da SES, Marcos Espíndola de Freitas, o painel integra a plataforma MAIS da Saúde, já é ‘velho’ conhecido da população, principalmente, durante a Pandemia do Coronavírus, onde os painéis da Plataforma Mais eram bastantes utilizadas e acessadas.

“É mais um produto de informação e transparência sobre a doença, suas notificações, casos prováveis, casos confirmados entre outros dados relacionados à Mpox. A SES-MS torna público mais um painel de indicadores sobre a Mpox. Além dos dados sobre a infecção, ainda é possível consultar quais localidades notificaram os casos, recortes por faixa etária e sexo e a distribuição de casos pelos municípios de MS”, destaca Marcos.

Para acessar o Painel Mpox basta acessar o linkhttps://mais.saude.ms.gov.br:444/extensions/MPOX/MPOX.html.

Sobre a Mpox

A Mpox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox virus do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae, geralmente autolimitada, cujos sinais e sintomas duram de 2 a 4 semanas. O período de incubação do vírus é tipicamente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

A pessoa infectada é assintomática no período de incubação. A manifestação cutânea típica é do tipo papulovesicular (manchas vermelhas), precedido ou não de febre de início súbito e de linfadenopatia (inchaço dos gânglios). Outros sintomas incluem dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão.

As erupções podem acometer regiões como face, boca, tronco, mãos, pés ou qualquer outra parte do corpo, incluindo as regiões genital e anal. Na pele, podem aparecer manchas vermelhas sobre as quais surgem vesículas (bolhas) com secreção; posteriormente, essas vesículas se rompem, formam uma crosta e evoluem para cura. É importante destacar que a dor nestas lesões pode ser bastante intensa. Quando a crosta desaparece a pessoa deixa de infectar outras pessoas e, na maioria dos casos, os sinais e sintomas desaparecem em poucas semanas.

A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama. Também pode ocorrer por meio de gotículas que geralmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos pessoas com maior risco de infecção.

Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam até a erupção ter cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se forme. Em caso suspeito da doença, realizar o isolamento imediato do indivíduo e coletar amostras clínicas em uma unidade de saúde. O rastreamento e monitoramento dos contatos dos casos suspeitos deverão ser realizados por no mínimo 21 dias.

Rodson Lima, Comunicação SES

Foto: Bruno Rezende