Segunda, 03 de Agosto de 2026
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Suspeito de omissão no ataque aos Três Poderes, ex-comandante-geral da PMDF deixa prisão

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória ao coronel nesta sexta

Por: Redação Acontece no RS Fonte: R7
04/02/2023 às 10h26
Suspeito de omissão no ataque aos Três Poderes, ex-comandante-geral da PMDF deixa prisão
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Fábio Augusto Vieira, deixou, nesta sexta-feira, o Regimento de Polícia Montada de Taguatinga, onde permanecia preso. Vieira era o responsável pelo comando da corporação no dia da invasão das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

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O coronel é investigado por suspeita de omissão. Na última sexta-feira, a defesa do militar pediu a suspensão da prisão preventiva. Os advogados destacaram que, segundo o organograma da Polícia Militar, Vieira não era o responsável direto para destacar as tropas para a Esplanada dos Ministérios.

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Outro ponto levantado é que o então comandante participou ativamente das tentativas de conter os extremistas e não teve atendidas as ordens de reforços de militares. Pesou a favor de Vieira um trecho do relatório do interventor federal no DF, Ricardo Cappelli, que relata a atuação do militar no 8 de janeiro.

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No texto, Cappelli aponta que o coronel “esteve em campo atuando operacionalmente”, tendo inclusive sido ferido, e que há evidências de que “o coronel perdeu a capacidade de liderar seus comandados diretos, uma vez que suas solicitações por reforço não foram consideradas nem atendidas prontamente”.

Na manhã desta sexta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a liberdade provisória do ex-comandante-geral. Na medida cautelar, Moraes proíbe a saída do militar do Distrito Federal sem prévia comunicação à Corte. O ministro também levou em conta o relatório de Cappelli na decisão.

“O relatório […], em princípio, indica que Fábio Augusto Vieira, embora exercesse, à época, o cargo de Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal, não teria sido diretamente responsável pela falha das ações de segurança que resultaram nos atos criminosos ora investigados, além de apontar que o investigado esteve presente na operação, foi ferido no combate direto aos manifestantes e não teve as suas solicitações de reforços atendidas”, afirmou o ministro.

Em 12 de janeiro, Fábio prestou depoimento à Polícia Federal e explicou quais ações tomou enquanto esteve à frente do cargo para tentar conter o movimento que culminou nos atos de 8 de janeiro.

PGR deu parecer contrário à soltura

Após o pedido de revogação da prisão, feito pelos advogados do ex-comandante, na terça-feira passada, Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas à Procuradoria-Geral da República para se manifestar a respeito do pedido de suspensão da prisão preventiva. No dia seguinte, a PGR deu parecer contrário à soltura.

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