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Cascavel é encontrada morta em vinícola de Campestre da Serra

Segundo a secretaria municipal da Agricultura, animal foi localizado na quarta-feira (22). Diretor do Museu Biológico do Instituto Butantan diz que serpente é peçonhenta e perigosa.

25/01/2020 09h51 Atualizada há 2 anos
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: G1 RS
Serpente de 2 metros de comprimento foi encontrada em Campestre da Serra — Foto: Mário Mezavilla/Arquivo Pessoal
Serpente de 2 metros de comprimento foi encontrada em Campestre da Serra — Foto: Mário Mezavilla/Arquivo Pessoal

Uma serpente cascavel de aproximadamente dois metros de comprimento foi encontrada em uma vinícola, em Campestre da Serra, na serra gaúcha. O animal foi localizado na última quarta-feira (22), na localidade de São Roque, no interior da cidade.

De acordo com Tairo Balardin, secretário municipal da Agricultura, os funcionários da vinícola encontraram a serpente morta enquanto faziam a colheita da uva. Eles informaram ao proprietário, Mário Mezavilla, que fez algumas imagens e compartilhou-as nas redes sociais.

O que não estava previsto foi a repercussão que a foto gerou, provocando discussões sobre o tamanho e o tipo de serpente que se tratava.

"Quando recebi a informação, fui à propriedade, e detectamos o estado de decomposição dela. Estavam dizendo que era fake, e fui ver se não era", conta o secretário.

Ele diz que os funcionários penduraram o animal em um arame para ver a proporção do tamanho dela em relação às pessoas. A estimativa é que o animal tivesse mais de 5 kg, mas já estava bem menor, segundo o secretário. Para ele, é comum este tipo de serpente, já que entre 70% e 80% da área da cidade é composta por mata nativa, e o parreiral era muito próximo ao mato.

"Para nós, é muito comum. Não só cascavel, mas jararaca, urutu, coral. É serra gaúcha. É muita natureza verde, intacta", diz Tairo.

Segundo Giuseppe Puorto, biólogo e diretor do Museu Biológico do Instituto Butantan, de São Paulo, a cascavel (Crotalus durissus terrificus) é uma serpente peçonhenta e perigosa. Ele explica que o animal habita, principalmente, áreas mais abertas, como campos, cerrado e caatinga.

Conforme Puorto, ela é responsável por cerca de 8% dos acidentes por serpentes no Brasil.

"O exemplar da foto é uma fêmea adulta. A foto foi feita com a serpente em primeiro plano, dando a impressão de que é muito grande", afirma.

O que se deve fazer ao ser picado por uma cascavel:

  • manter a calma;
  • lavar o local atingido com água e sabão, pois é importante higienizar o local;
  • procurar o serviço médico mais próximo.

O que NÃO se deve fazer ao ser picado por uma cascavel:

  • amarrar ou fazer torniquete;
  • cortar ou furar;
  • sugar o local atingido;
  • beber bebida alcoólica ou querosene;
  • colocar qualquer substância sobre o ferimento.

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