Domingo, 09 de Agosto de 2026
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Indústria 4.0 pode ser aplicada a pequenos negócios

Apesar de uma lenta evolução, a “4º Revolução industrial” traz ao mercado novas possibilidades tecnológicas; especialista explica principais ferram...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Agência Dino
14/12/2022 às 15h30
Indústria 4.0 pode ser aplicada a pequenos negócios
Foto: Reprodução

Já há algum tempo o mundo passa por uma evolução e transformação digital, substituindo processos manuais e tradicionais por alternativas digitais. A indústria 4.0, ou “Quarta Revolução Industrial'', consiste em um conceito que aborda diversas tecnologias tendo como foco principal a melhoria de processos e produtividade a partir de autonomização e utilização de dados. 

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Ferramentas como Internet das coisas, armazenamento em nuvem e Inteligência Artificial fazem parte desse cenário no qual a indústria mundial vive. Porém, no Brasil há uma certa dificuldade para a aplicação destas ferramentas, umas vez que não são todos os setores da economia que possuem recursos para aplicação de tecnologias em seu serviço. 

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Segundo dados de uma pesquisa realizada em 2018 pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o Brasil não se encaixa dentre os países com mais destaque nas áreas da Indústria 4.0, sendo elas Big Data, IoT e Inteligência Artificial. Além disso, somente 5% das empresas afirmaram sentir-se preparadas para enfrentar os obstáculos dessa revolução.

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Entretanto, números do estudo “Mercado Brasileiro de Software - Panorama e Tendências 2022” realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Softwares (Abes) e pela consultoria IDC, demonstram que o uso de dados no país pode gerar quase R$ 15 bilhões este ano, sendo grande parte do recurso aplicada em soluções de Big Data, assim como o crescimento esperado para com a Inteligência Artificial e o Machine Learning pode ser de 28%.

Ainda que apenas 1,6% das 700 mil indústrias do país tenham aderido à 4º Revolução Industrial, segundo análise da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a expectativa da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) é que o alto investimento em inovações tecnológicas por parte de setores como agronegócio, alimentos, bebidas, farmacêutico e automobilístico reduza mais de R$ 70 bilhões de custos industriais por ano. 

Para Lucas Heber, especialista em Growth Marketer da Mestres do Site , o Brasil não foi um dos países mais avançados na chamada “Terceira Revolução Industrial” e tende continuar para trás na produção industrial e sua tecnologia por mais um tempo. Entretanto, para ele, há chance de se tornar uma grande potência nos reflexos que a indústria 4.0 trouxe em setores como educação e gestão.

Indústria 4.0 aplicada aos pequenos negócios

Hoje, os pequenos negócios, segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), representam mais de um quarto do PIB ((Produto Interno Bruto) do país e a Indústria 4.0, por trazer questões como redução de custos, automatização de processos, entre outros benefícios, podem alavancar ainda mais essas organizações.  

Para Lucas Heber, o aumento da introdução de tecnologia e dispositivos inteligentes com o objetivo de automatizar processos operacionais e até mesmo estratégicos está causando impactos nas pequenas empresas, desde o CEO até o colaborador mais junior.

“Um bom exemplo desse impacto que a 4º Revolução trouxe para as pequenas organizações foi o Cloud Computing (Computação em nuvem), compartilhamento de dados entre sites e empresas que ajudam a facilitar processos de qualificação de contatos, atendimento e análise de resultados”. Dessa forma, para o especialista, o microempreendedor pode reduzir os gastos com profissionais como SDRs e gestor de tráfegos, focando seus investimentos em aportes tecnológicos. 

Para ele, as principais ferramentas que os pequenos negócios podem utilizar da Indústria 4.0 são:

 

  • Coleta e tratamento de dados de forma instantânea (Big Data e Data Analytics)

 

“Essas ferramentas podem auxiliar as organizações a gerir melhor os riscos, além de possibilitar uma análise mais crítica e detalhada do mercado, visando a elaboração estratégias mais assertivas, o que é fundamental para uma empresa que está iniciando”, explica. 

 

  • Computação em nuvem 

 

“Um empresário que está iniciando deve reduzir ao máximo o seus custos, uma vez que levará um tempo até que realmente tenha lucro com o negócio”, expõe Lucas. “Por isso, priorizar a computação em nuvem é uma das principais questões que ele deve ter em mente visando cortar os gastos em equipamentos de suporte”.

 

  • Cibersegurança 

 

“Claro que, relacionado ao item anterior, a preocupação com os documentos que ficam expostos a qualquer dano na internet existe. Por isso, o investimento deve ser direcionado a hardwares e softwares especializados para proteção de informações que são armazenadas em sistemas", reforça o especialista. 

Por fim, Heber ressalta que há outros conceitos que uma empresa deve estar atenta com esse novo cenário atual da indústria, tais como acesso à educação, inteligência artificial como chatbot, entre outros. 

“Ainda que no país essa revolução caminhe a passos lentos, é possível buscar cada vez mais informações sobre ela para se adequar e se preparar para o mercado, principalmente no início do negócio. Contar com iniciativas públicas pode ser uma opção”. Heber reforça a criação do governo em 2017 do GTI 4.0 (Grupo de Trabalho para a Indústria 4.0), composta pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.