Ao todo, foram apresentados 185 rótulos, que oferecem um panorama da vitivinicultura gaúcha. Foram 144 vinhos e 41 espumantes, elaborados com 37 variedades de uvas — 21 tintas e 16 brancas — distribuídos em cinco faixas de preço. Além dos vinhos, o evento também reuniu produtos como azeites de oliva, cachaças artesanais, bebidas à base de erva-mate, geleias, alimentos orgânicos, temperos especiais, alfajores e outros itens de produção regional.
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O especialista em Alimentos e Bebidas do Sebrae RS, Roger Klafke, destacou que o principal objetivo é aproximar os produtores dos potenciais compradores e ampliar o espaço dos produtos gaúchos no mercado.
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"O foco principal é aproximar o dono de bar e restaurante, o dono de um hotel, de uma pousada e do varejo, como supermercados e minimercados, da produção da agroindústria gaúcha. Aqui temos uma amostra de vinícolas de pequeno porte do nosso Estado, de altíssimo nível, além de outros produtos, como chá do broto da erva-mate, embutidos e azeites. É uma produção de excelência do Rio Grande do Sul."
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Uma das executoras do projeto e colunista de vinhos do Correio do Povo, Andreia Gentilini, também ressaltou a importância de valorizar a produção local, reconhecida nacionalmente pela qualidade.
"O diferencial do vinho gaúcho é que ele está aqui do lado. A produção é muito próxima e o produto percorre uma distância pequena até chegar ao consumidor. Se um restaurante precisa de um rótulo para a carta de vinhos, muitas vezes o próprio dono da vinícola vai apresentar o produto ao cliente. Além disso, há rótulos diferenciados, produzidos em lotes exclusivos que não se encontram em nenhum outro lugar."
Andreia Gentilini foi uma das executoras do projeto | Foto: Mauro Schaefer Produção familiar
Uma das vinícolas expositoras foi a Vaccaro, de Garibaldi, na Serra Gaúcha. Fundada em 1954, a empresa é administrada pela quarta geração da família e cultiva 15 hectares de vinhedos, com produção anual de cerca de 300 mil quilos de uvas. Para o sommelier Diego Vaccaro, mesmo com uma produção de menor escala, a vinícola consegue oferecer um portfólio diversificado.
"Um dos nossos diferenciais é trabalhar com variedades menos comuns, como Sangiovese, Carmenère, Malbec e Ancellotta, além de cortes exclusivos que desenvolvemos. Temos um mix de produtos bem completo, para todos os gostos", afirma.
A Vaccaro participa do Circuito de Negócios pelo segundo ano consecutivo. Segundo o sommelier, o evento facilita o contato entre pequenos produtores e potenciais compradores.
"Eu acho muito interessante porque, muitas vezes, uma vinícola pequena não tem equipe para circular, visitar clientes e apresentar seus produtos. Aqui, o contato é direto com quem trabalha no setor e busca valorizar, principalmente, os vinhos gaúchos", comenta.
Diego Vaccaro apresentou a vinícola Vaccaro no evento | Foto: Mauro Schaefer Sommelier e sócia-proprietária da Casa Vasco, de Porto Alegre, Carol Teixeira, também destacou a importância da iniciativa do Sebrae por aproximar compradores dos pequenos produtores.
"Muitas vezes o pequeno produtor não tem tanta visibilidade e não faz parte do portfólio das grandes importadoras ou distribuidoras. Esse projeto permite esse contato direto e nos dá acesso a produtos de excelente qualidade. Também conseguimos conhecer produtores de diferentes regiões, o que torna a experiência muito rica."
Carol também ressaltou a qualidade dos vinhos produzidos em menor escala.
"Quando há uma produção menor, a qualidade do produto ela é muito diferente. Porque tu não tem ali uma padronização, não tem tanta colocação de aditivos químicos, tem um cuidado muito maior com o plantio da uva, com a própria vinificação, a enologia. Então, o pequeno ele consegue estar muito mais próximo da própria produção do seu produto. Isso é muito importante.", conclui.