Quinta, 30 de Julho de 2026
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Publicação do IDR-Paraná discute oportunidades da citricultura no Vale do Ribeira

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou nesta quinta-feira (27) o informe técnico “Citricultura no Vale d...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Paraná
28/10/2022 às 11h20

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou nesta quinta-feira (27) o informe técnico “Citricultura no Vale do Ribeira paranaense: riscos e oportunidades” , em solenidade na Câmara Municipal de Cerro Azul (a 90 quilômetros de Curitiba).

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A publicação levanta aspectos históricos, econômicos e técnicos relacionados ao cultivo de citros para traçar um minucioso perfil da produção.

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“Esta obra sistematiza informações cruciais, estamos entregando uma importante ferramenta para os agentes envolvidos na formulação de políticas públicas na região”, disse Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná.

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Responsável por cerca de 20% da produção paranaense de citros, com predomínio da pequena produção familiar, o Vale do Ribeira abrange os municípios de Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Cerro Azul, Doutor Ulysses, Itaperuçu, Rio Branco do Sul e Tunas do Paraná.

Cerca de 90% da área de citros no Vale do Ribeira é destinada ao cultivo de ponkan, fruta que é reconhecida e disputada pelo sabor diferenciado em comparação a outras regiões brasileiras, aponta o pesquisador Pedro Antonio Martins Auler, gerente de pesquisa do IDR-Paraná e um dos autores da obra.

Para Auler, essas tangerinas se adaptam muito bem à região e seu cultivo tem potencial ainda maior. Ele destaca a condição fitossanitária vantajosa do Vale do Ribeira, uma zona ainda isenta de doenças como a CVC, o HLB e o cancro cítrico.

O pesquisador aponta que é preciso reforçar as medidas preventivas para evitar a entrada dessas doenças na região, assim como aprimorar a tecnologia de produção. “Precisamos ganhar produtividade, ampliar o período de colheita e também a variedade de tangerinas, pois a produção se concentra na cultivar Ponkan”, analisou.

Ainda no campo técnico, são tratados na obra itens como o incremento à adoção de sistemas conservacionistas para evitar a erosão e o aperfeiçoamento do manejo de pragas, doenças e plantas invasoras.

Outra ação defendida no informe é o fortalecimento do cooperativismo. “Isso é fundamental para organizar a produção e inserir o produto da região no mercado estadual e nacional”, concluiu.

OBRA– Juntamente com Auler, assinam a publicação Rui Pereira Leite Júnior, Zuleide Hissano Tazima, Luciano Grillo Gil, Tiago Santos Telles, Heverly Morais, Clandio Medeiros da Silva, Laís Gomes Adamuchio e Eduardo Augustinho dos Santos, todos do IDR-Paraná.