
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) no segundo turno da disputa pelo Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, participou, na tarde desta quarta-feira, de uma coletiva no Hotel Plaza São Rafael, no Centro Histórico da capital. O ex-presidente esteve ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa do petista, e respondeu os questionamentos da imprensa gaúcha.
Lula começou o pronunciamento prestando solidariedade ao cantor Seu Jorge, alvo de ataques racistas investigados pela Polícia Civil, durante um show em 14 de outubro, em Porto Alegre, e ressaltou a necessidade de a sociedade repudiar o racismo como um todo.
Na sequência, o ex-presidente disse que o problema do agronegócio com ele é uma ‘questão ideológica’. O petista se comprometeu a proteger a Amazônia e combater o desmatamento.
Sobre a disputa ao governo gaúcho, o ex-presidente destacou que os filiados do PT no estado são livres para apoiar quem quiserem. Mesmo evitando um apoio explícito a Eduardo Leite (PSDB), ele ressaltou que não vê no candidato Onyx Lorenzoni (PL) alguém compromissado com a democracia.
“O PT do RS tem liberdade para tomar a decisão. Várias pessoas do PT declararam voto contra Onyx”, disse o candidato. “O PT tem autonomia para fazer o que quiser no RS, menos eleger o Onyx”, concluiu.
Lula também disse que pretende estabelecer, junto a trabalhadores e empresários, uma nova regra entre ‘capital e trabalho ‘. Ele se comprometeu a financiar pequenos e médios empreendedores através de bancos públicos e disse que vai implementar a proposta de Simone Tebet (MDB) sobre igualar salários entre homens e mulheres.
Após o evento o candidato dirigiu-se ao Largo dos Açorianos para participar de uma passeata com apoiadores. O percurso deve ser feito em um carro de som, pela avenida Borges de Medeiros, desembocando em um ato na Praça da Matriz, que marca a última passagem do petista em Porto Alegre até as eleições.