Sábado, 12 de Setembro de 2026

Família aponta erro médico como causa da morte de mulher em Carazinho e pede justiça

"Nenhum tipo de processo trará a minha mãe de volta, mas a justiça precisa ser feita para que outras famílias não passem pela mesma dor", destaca Mateus Leal.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Uirapuru
18/02/2021 às 14h02
Família aponta erro médico como causa da morte de mulher em Carazinho e pede justiça
Foto: Arquivo pessoal

Polícia Civil de Carazinho está investigando a morte de uma mulher após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor benigno no útero, no início do ano. Rosemar Leal da Silva, de 48 anos, é mãe do ex-funcionário aqui da Uirapuru, o jornalista Mateus Leal.

No dia 25 de janeiro, Rosemar deu entrada no Hospital de Caridade de Carazinho para remover um mioma no útero. O procedimento, que na teoria seria simples, por vídeo, para ser menos invasivo, teve complicações e depois de três dias, Rosemar não resistiu e acabou vindo a óbito.

Conforme Leal, durante dois dias, Rosemar se queixou de fortes dores e nada foi feito pela equipe médica, inclusive disseram que Rosemar estava sendo dramática e depressiva, porém, segundo o filho da vítima, ela nunca teve nenhum quadro depressivo. Antes de realizar qualquer tipo de exames, a equipe médica deu um laxante a Rosemar e a submeteu a duas lavagens intestinais. Logo após isso foi feito um exame de Raio X onde foi constatado a perfuração do intestino.

Rosemar foi submetida então a uma nova intervenção cirúrgica e durante a anestesia teve uma parada cardíaca, ela saiu da sala de cirurgia em coma e foi direto para o Centro de Tratamento Intensivo – CTI. Na quinta-feira (28/01) às 8h20min Rosemar veio a óbito, após uma nova parada cardíaca.

Conforme Leal, a família aponta que um grave erro médico tenha acontecido durante a cirurgia. Pois tanto o laudo médico quanto o atestado de óbito apontam que o intestino de Rosemar foi perfurado. A família procurou a Delegacia de Polícia de Carazinho onde foi feito um boletim de ocorrência. A família entrou na Justiça, que determinou a exumação do corpo. Ainda não há previsão de quando sairá o resultado do procedimento.

A família clama por justiça e pede um posicionamento do Hospital de Caridade de Carazinho, que até o momento não se posicionou sobre o caso.

O caso foi denunciado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que abriu uma sindicância para investigar o que aconteceu.

“Nenhum tipo de processo trará a minha mãe de volta, mas a justiça precisa ser feita para que outras famílias não passem pela mesma dor”, destaca Leal.

Quer fazer parte do grupo do Portal Acontece no RS no WhatsApp? CLIQUE AQUI para entrar no grupo!

Assim você fica sempre atualizado com as últimas notícias de todo o Rio Grande do Sul.