
Um homem de 25 anos, preso por feminicídio após a morte da própria mãe em Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul, terá de devolver ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) valores recebidos como pensão por morte. A decisão foi divulgada na segunda-feira (31).
O crime ocorreu no ano passado. Durante a investigação sobre o desaparecimento da mulher, policiais localizaram vestígios de sangue na residência da família e indícios de que o imóvel teria passado por uma tentativa de limpeza.
Conforme a polícia, após a descoberta do crime, o filho indicou o local onde o corpo da mãe havia sido ocultado. O exame necroscópico apontou que a vítima morreu por estrangulamento.
Após a morte da mulher, o INSS começou a pagar pensão por morte aos dependentes e herdeiros. Os pagamentos tiveram início em fevereiro de 2025.
Posteriormente, a autarquia verificou que o homem acusado do crime estava entre os beneficiários e recorreu à Justiça. O INSS sustentou que a concessão do benefício tinha relação direta com a conduta ilícita atribuída ao acusado.
O órgão também solicitou a devolução dos valores já pagos, além do ressarcimento de possíveis parcelas futuras e de outras despesas relacionadas ao benefício. A Justiça acolheu o pedido e determinou que o homem devolva ao INSS os valores recebidos indevidamente.