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Geral Carazinho / RS

Morre moradora de Carazinho que há uma semana, muito doente, apelou na Gazeta para que seus cães fossem adotados

Rosani era professora, iria completar 57 em janeiro.

17/12/2020 08h06 Atualizada há 7 meses
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Gazeta670
Foto: Divulgação / Portal Gazeta670
Foto: Divulgação / Portal Gazeta670

Exatamente há uma semana, no dia 08 de dezembro, Rosani Indenhock, 56 anos, participava do programa Lado a Lado Com a Notícia da Rádio Gazeta AM revelando um temor bastante compreensível às pessoas que amam seus animais de estimação e se preocupam com o que será deles no caso de ''partir'' antes.

Internada desde o final de outubro no Hospital de Caridade de Carazinho, não deixou que as limitações de estar num leito de hospital impedissem de falar o que tinha no coração. Havia contado na ocasião, sem reservas, o sofrimento de passar por duas cirurgias na coluna vertebral, que estava paralisada da cintura para baixo, depois de um diagnóstico de osteomielite (doença infecciosa grave). Tinha dificuldade de falar devido às doses de morfina, mas fez questão de tornar pública essa situação porque havia algo que a preocupava mais do que a própria saúde: conseguir lares para seus 6 vira-latas de estimação.

Rosani não os via desde que internou, e a saudade era grande. Mesmo com toda a dificuldade, estava pagando uma pessoa para ir todos os dias em sua casa dar água e comida a eles.

A irmã, Raquel Windberg, estava adequando a própria casa para receber Rosani quando tivesse alta.  Fez reformas, abrindo portas, ampliando batentes, pois sabia que o lugar teria que ser adaptado para receber uma cadeirante. Rosani não poderia mais morar sozinha, cuidar de si, e dos seis cães, sem poder caminhar. Não poderia leva-los junto, poia a irmã já tem seus próprios cães, gatos, galinhas, gansos, e coelhos.

Na oportunidade que teve de fazer um apelo, Rosani não pediu para si: ''só peço que alguém cuide dos meus cachorros, que tenha condições de adotar um, pelo menos, são dois machinhos de 2 anos mais ou menos, uma fêmea castrada, de 3 anos, é um amor, e mais 3 filhotes dela, dois com 2 anos, não castrados, e uma que é uma espoletinha, não fez um ano, ainda. Pra quem gosta de cachorro mais acomodado, elas são duas fêmeas maravilhosas! Tem que haver nessa cidade alguém disposto, de bom coração, que possa me ajudar, não vou ser feliz paralitica longe dos meus bichos, sabendo que eles estão passando fome, necessidade, só isso que eu penso, vem Natal e Ano Novo, soltam foguete, eles tem medo, ficam desesperados, não tem ninguém lá pra ficar com eles num momento desses. Alguém vai ter que ter bondade no coração, pode ser que eles deem trabalho no momento, porque estão sozinhos há muito tempo, mas eles são uns amores!''.

Depois da descrição detalhada de todos e de deixar seus sentimentos à mostra, Rosani chorou diante do medo de não conseguir adoção para eles. Chorou também ao lembrar de outros dois cães que havia amado muito e tinham morrido, um na velhice, e outro de doença.

Sua irmã, Raquel, acompanhada do marido, recebeu a reportagem da Rádio Gazeta dias atrás, na mesma semana, na casa da irmã, para que os cães fossem fotografados, podendo aparecer na publicação no Portal Gazeta e, na esperança de despertar o interesse pela adoção. Amistosos, distraídos comendo bolacha Maria, como foram acostumados por Rosani, fizeram festa o tempo todo, felizes com a atenção, algo raro, ultimamente.

Rosani partiu nesta terça-feira, dia 15, sem saber o que vai acontecer com eles.

Mesmo em luto, Raquel falou com a reportagem nesta noite de terça-feira. Muito triste pela perda da irmã, pediu que façamos novamente o seu apelo, confiante de que o sonho dela de ver a ''família de quatro patas'' devidamente encaminhada e feliz, ainda pode ser realizado.

O telefone de contato de Raquel para quem quer combinar de conhecer os animais, é (54) 9 9953 8671.

Rosani era professora, iria completar 57 em janeiro. Nasceu em Curitiba - Paraná. Sempre viveu em Carazinho. Trabalhou anos na SMEC e no Conselho de Educação, nos últimos anos atuou como professora de ciências na EMEF Prof. Francelino Dorneles e no Patronato.

Os serviços fúnebres serão a cargo da funerária Adam, com velório na sala C, a partir da manhã desta quarta, dia 16, até às 15h.

A foto de Rosani publicada aqui ela mesma fez e enviou para a Gazeta na semana passada. As outras, dos animais, mostram um pouco do grupo que ela tanto amava, e que, agora, perdeu sua grande protetora.

Ouça aqui o que ela disse no dia 08/12 para a Rádio Gazeta:

E sua preocupação com o quanto o barulho de fogos de artifício assustam os animais:

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