Quarta, 29 de Julho de 2026
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Chuvas ainda impulsionam casos de dengue e leptospirose

Enchentes, alagamentos e água parada ainda estão ocorrendo por todo o Brasil e são facilitadores para doenças como dengue e leptospirose. Em 2021, ...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Agência Dino
28/03/2022 às 15h50

Em 2021, o estado do Rio de Janeiro contabilizou 2.879 casos de dengue, 58 registros de zika e 552 casos de chikungunya. Neste início de ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) já alertou para o aumento no número de casos de todas essas doenças – além da leptospirose, em razão das enchentes. Na opinião do secretário Alexandre Chieppe, com ações aparentemente simples, a população pode reforçar a prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e de tantas outras, como leptospirose, febre amarela urbana e variantes de covid-19.

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“Dez minutos por semana é tempo suficiente para que uma pessoa confira todos os possíveis focos do mosquito na sua residência. A vistoria deve acontecer em caixas d’água, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas vazias, lixeiras e bandejas de ar-condicionado, diz Chieppe – ressaltando a importância de se higienizar todos esses recipientes regularmente para evitar que os mosquitos depositem suas larvas.

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Estudo conduzido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), revelou que o uso de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) é 100% eficaz na eliminação de larvas do mosquito Aedes aegypti. Basta diluir 10 ml de água sanitária em um litro de água corrente e passar no chão e em superfícies que atraem moscas e mosquitos para acabar com todas as larvas depositadas em 24 horas, evitando sua propagação.

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Para João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, importante produtora de hipoclorito de sódio no país, o uso da água sanitária é um importante trunfo na prevenção de doenças que se intensificam com as chuvas de verão – com destaque para a leptospirose – e deveria ser amplamente divulgado, principalmente em comunidades com alta densidade populacional – em que um único mosquito pode fazer várias vítimas.

“Essa solução de uma tampinha de água sanitária para um litro de água deveria ser utilizada constantemente na limpeza de cozinhas e banheiros, na rega de plantas (já que nessa proporção é inofensiva ao meio ambiente), bancadas, mesas de bar etc. É igualmente importante inspecionar tudo o que pode acumular água nesta época de chuvas intensas, como pneus velhos, terrenos baldios, superfícies desniveladas em quintais, e até piscinas com água parada e não tratada devidamente com cloro”, alerta Freitas.

Com relação à dengue, dados da organização Médicos Sem Fronteira indicam quatro tipos diferentes da doença. Atualmente, todos circulam no Brasil. Os primeiros sintomas aparecem entre quatro e dez dias depois da picada do mosquito infectado. A doença começa bruscamente e se assemelha a uma síndrome gripal grave, com febre elevada, fortes dores de cabeça e nos olhos, além de dores musculares e nas articulações. Sinais clínicos que podem indicar dengue hemorrágica incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, desmaios, aumento de tamanho do fígado, sangramento na gengiva e no nariz, além de desconforto respiratório. Tão logo dois ou mais sintomas sejam identificados, e fundamental recorrer a um pronto-atendimento. 

Fonte: João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Ind. Químicaswww.katrium.com.br