
O uso de máscaras em locais fechados públicos e privados passou a ser facultativo em Porto Alegre, nesta sexta-feira, exceto no transporte coletivo (ônibus urbanos, fretados e lotações) e em estabelecimentos de serviços de saúde, onde a proteção segue obrigatória. Em instituições de longa permanência para idosos e entre pessoas com fatores de risco, sintomas gripais e teste positivo para Covid, a máscara segue sendo recomendada. Os detalhes aparecem no Decreto 21.422, publicado em edição extra Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), no fim da tarde.
De acordo com a prefeitura, foram levados em consideração as taxas de vacinação, internação e transmissão. Na última semana, a prefeitura já havia flexibilizado o uso de máscaras ao ar livre.
“A pandemia não acabou e recomendamos a população que continue se vacinando e se cuidando” , disse o prefeito Sebastião Melo. Ao deixar reunião com a equipe técnica, nessa manha, ele destacou que “todas as ações em relação à pandemia foram tomadas com responsabilidade e segurança sanitária, baseadas em informações estratégicas e na busca pelo equilíbrio entre saúde e economia”.
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De acordo com dados apresentados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Porto Alegre vacinou mais de 98% das pessoas acima de 12 anos com pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19, e 93% com duas doses.
Ainda de acordo com a SMS, os casos confirmados tiveram redução, pela sétima semana epidemiológica consecutiva. Além disso, a Região 10, composta por Porto Alegre, Cachoeirinha, Alvorada, Gravataí, Viamão e Glorinha, registra a menor taxa de contaminação acumulada em sete dias, com 144 casos para cada 100 mil pessoas. A média estadual é de 266.
Em entrevista para o Esfera Pública, na Rádio Guaíba, o secretário da Saúde, Mauro Sparta, garantiu, na tarde desta sexta, que a prefeitura vai reavaliar a decisão caso os números da pandemia voltem a crescer.
O que determina o decreto
– Transporte coletivo: ônibus, lotações e ônibus fretados
– Estabelecimentos destinados à prestação de serviços de saúde: hospitais, postos de saúde, clínicas médicas, laboratórios e consultórios.
– Instituições de longa permanência para idosos (casas geriátricas)
– Pessoas com fatores de risco, como aquelas em tratamento de câncer e doenças crônicas, por exemplo
– Pessoas sintomáticas e casos confirmados de Covid-19
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