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Polícia Porto Alegre

Polícia Civil pretende finalizar inquérito do caso Carrefour até o fim da semana

Mais de 40 testemunhas já foram ouvidas desde 20 de novembro.

30/11/2020 17h07
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
Foto: Ricardo Giusti/Correio do Povo
Foto: Ricardo Giusti/Correio do Povo

A investigação do caso do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, ocorrido no Carrefour da zona Norte de Porto Alegre, está próxima do fim. Essa é a estimativa da Polícia Civil, que depende da entrega do laudo pericial elaborado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). O órgão confirmou a entrega do resultado da perícia ao longo da semana. Com isso, a expectativa é de finalização do inquérito até a próxima sexta-feira.

Enquanto isso, mais de 40 testemunhas já foram ouvidas desde 20 de novembro, quando se iniciou a investigação. A delegada Roberta Bertoldo, titular da 2ª Delegacia de Homicídios, informou que alguns depoentes relataram que Beto tinha histórico de “provocações” a clientes e seguranças do local. Porém, a delegada frisou que essas informações não mudarão “em nada” o fato de ter ocorrido um homicídio. Uma coletiva de imprensa se realizou na tarde desta segunda-feira para atualizar o caso.

A diretora do Departamento de Homicídios, Vanessa Pitrez, destacou que a definição das qualificadoras do crime é a questão principal a ser resolvida antes da conclusão do inquérito. “Estamos buscando o perfeito enquadramento e indiciamento das pessoas investigadas. Porém, em termos de qualificadora, isso não altera a possibilidade de existirem penas mais agravadas. Tanto em motivo fútil como torpe são as mesmas penas no nosso código penal, e são penas elevadas, maiores do que a do homicídio simples”, destacou a delegada.

A morte de Beto, um homem negro, resultou em repercussão internacional em razão das circunstâncias das agressões. Ele foi morto após ser espancado e supostamente sufocado por dois seguranças do hipermercado.

Depois do assassinato de João Alberto, manifestações foram realizadas diante de lojas do Carrefour em várias cidades do país, incluindo o estabelecimento onde o crime foi registrado. Os dois seguranças envolvidos nas agressões e uma fiscal da unidade varejista seguem presos preventivamente.

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